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Má vizinhança por causa de serventia em Vila Chã de Ourique
Maria Mata diz que o vizinho agarrou na máquina e destruiu todos os canteiros da sua mãe

Má vizinhança por causa de serventia em Vila Chã de Ourique

Mulher de 71 anos apresentou queixa na GNR, alegando que foi agredida por um vizinho.

Edição de 16.01.2019 | Sociedade

Maria Mata, residente em Vila Chã de Ourique, concelho do Cartaxo, queixou-se à GNR de ter sido agredida por um vizinho na propriedade da sua mãe, no Beco dos Restauradores, no centro da vila.
A mulher de 71 anos conta que o vizinho, que actualmente está a reconstruir um prédio junto à propriedade da sua mãe, sempre foi conflituoso, mas desta vez diz que passou todos os limites ao ter destruído todos os canteiros de flores que se encontravam na serventia que considera sua. “A família não foi notificada de nada e nem sabemos da acta onde se refere que a serventia é pública. Por isso, consideramos que esta destruição é ilegal”, refere Maria Mata, reforçando que a serventia nunca foi para passar viaturas, mas sim pessoas a pé ou de bicicleta.
A residente em Vila Chã de Ourique recorda que a agressão ocorreu no final do dia 3 de Janeiro. O vizinho estava a mandar um empregado avançar com uma máquina quando Maria Mata se meteu à frente dela. “Foi quando ele me agarrou com força no braço e me atirou para o chão, junto à entrada da casa da minha mãe”, conta ainda nervosa com toda a situação.
Maria Mata foi auxiliada pelo empregado do vizinho, mas diz que já não conseguiu impedir a demolição dos canteiros. “As máquinas rebentaram com tudo e estragaram, inclusive, a casa da minha mãe. Espero que, ao menos, arranjem o que partiram”, afirma a reformada, mostrando algumas fotografias de como estava a serventia e de como ficou. A idosa apresentou, entretanto, queixa na GNR e foi assistida no Centro de Saúde do Cartaxo.

Vizinho nega agressão
O vizinho que a idosa acusa de agressão tem uma versão diferente dos acontecimentos. Pedro Flores, residente em Vila Chã de Ourique, adianta que Maria Mata realmente colocou-se à frente da máquina para impedir o seu avanço, mas garante que não agrediu a senhora. A única coisa que teve, confessa, foi uma troca azeda de palavras que acabou com a vizinha a ir embora, referindo que ia chamar as autoridades.
Quanto ao facto de Maria Mata considerar que a serventia é particular, o vizinho revela que a junta de freguesia já tinha notificado várias vezes a mãe da queixosa para que tirasse os canteiros, mas até agora isso não tinha sido feito. O mesmo garante outro dos vizinhos da propriedade da mãe de Maria Mata.
Segundo apurámos, esta é uma situação que já remonta a 2012. Na altura, os vizinhos juntaram-se e foram à Câmara do Cartaxo para pedir à proprietária que retirasse um portão que tinha colocado para impedir a passagem de carros nessa serventia. E foi notificada para tal.
Quando o portão foi finalmente retirado, começou a haver o problema dos canteiros de flores colocados pela moradora que estreitam a serventia e dificultam a passagem de automóveis. Os vizinhos chegaram a pedir para que retirassem os canteiros, mas isso não aconteceu.

Junta refere que serventia é pública

Contactado por O MIRANTE, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique, Vasco Casimiro, explica que o assunto da serventia, que espoletou toda a discussão, foi levado há dois anos a uma assembleia municipal. Na altura ficou considerada como serventia pública, pois já tinha inclusive um candeeiro de iluminação pública. Adianta ainda que, apesar de não ter nenhuma informação acerca da agressão, foi a junta de freguesia que apoiou na limpeza da serventia, tendo fornecido o ‘toutvenant’ ao vizinho para pavimentar o caminho.

Má vizinhança por causa de serventia em Vila Chã de Ourique

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