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Morre quando aguardava por socorro em Foros de Salvaterra
foto DR Rui Marques sempre foi apaixonado por cavalos

Morre quando aguardava por socorro em Foros de Salvaterra

Rui Marques, 48 anos, faleceu junto à mulher e à filha menor quando estava em casa de amigos. Demora dos meios de socorro levou amigos da vítima a deslocarem-se, desesperados, ao quartel dos Bombeiros de Salvaterra de Magos, para exigirem uma resposta rápida. Quando o socorro chegou já era tarde.

Edição de 27.03.2019 | Sociedade

Rui Marques, 48 anos, morreu no sábado, 16 de Março, de paragem cardíaca quando aguardava por socorro na casa de um casal de amigos, em Foros de Salvaterra, concelho de Salvaterra de Magos. O camionista de profissão encontrava-se com amigos, a mulher e a filha, de 13 anos, que acabaram por assistir a tudo.
O MIRANTE tentou contactar a comandante dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos, mas não conseguiu obter mais esclarecimentos até ao fecho desta edição.
Mónica Custódio, amiga da vítima, conta que tinham estado todos a almoçar e Rui Marques esteve sempre muito bem disposto. O incidente ocorreu pouco depois quando decidiram ir ao picadeiro montar a égua. “Primeiro montou o meu marido, de seguida a filha de 13 anos e só depois o nosso amigo”, conta Mónica Custódio, adiantando que Rui começou a sentir-se mal quando deu duas voltas na égua.
O casal foi, de imediato, em seu auxílio. “Ele manteve-se sempre em cima do animal enquanto a filha agarrava nas rédeas e contactámos o 112. Demos a morada só que em vez de mandarem logo a ambulância começaram a fazer um conjunto de perguntas”, conta a amiga de Rui, dizendo que foi nessa altura que ficou desesperada e decidiu pôr-se a caminho de carro, juntamente com o marido, até ao quartel dos Bombeiros de Salvaterra de Magos, a cinco minutos da sua casa.
Já na recepção do quartel, Mónica diz que o marido, que levava uma enxada na mão, ainda bateu com a alfaia agrícola no balcão a suplicar que os bombeiros fossem socorrer imediatamente o amigo. “Ele nunca quis agredir, nós estávamos era desesperados”, confessa Mónica Custódio a
O MIRANTE, referindo que, de seguida, uma ambulância seguiu o carro deles até à sua habitação, onde se encontrava o amigo já falecido.
“Sabemos que não tivemos a melhor atitude e, por isso, no domingo fomos ao quartel pedir desculpa pela situação”, conta Mónica Custódio, dizendo que o que mais lhe custa compreender é como é que a corporação pôde dizer que não tinha os dados correctos da morada quando foi das primeiras informações que o casal deu.

Morre quando aguardava por socorro em Foros de Salvaterra

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