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Empresas valorizam pessoas que criem soluções e sejam uma mais-valia
Antigos alunos do IPT partilharam experiências com a comunidade escolar durante a Semana da Gestão

Empresas valorizam pessoas que criem soluções e sejam uma mais-valia

Instituto Politécnico de Tomar recebeu a 14ª edição da Semana da Gestão. Antigos alunos regressaram ao instituto para contarem a sua experiência no mercado de trabalho e deixaram conselhos aos actuais estudantes. “Temos que ir à procura de algo que nos complete, mesmo que tenhamos que sair da nossa zona de conforto”, disse um dos oradores.

Edição de 10.07.2019 | Economia

As empresas valorizam alguém que crie soluções, que desbloqueie situações e que seja uma mais-valia para essa organização. O conselho é de Joana Dias Caetano, ex-aluna da licenciatura de Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) que participou no último painel da 14ª edição da Semana da Gestão do IPT que decorreu entre os dias 9 e 11 de Abril. Joana Caetano conta que as suas cinco primeiras opções de candidatura ao ensino superior foram todas em psicologia e na sexta opção candidatou-se ao curso de Recursos Humanos em Tomar. Entrou no IPT e apesar de ser a última opção adorou o curso.
“As licenciaturas dão-nos bases, sobretudo a nível teórico, mas quando chegamos ao mercado de trabalho é tudo diferente e temos que aprender a trabalhar”, explica Joana Dias Caetano que há cerca de seis meses aceitou o convite para criar um departamento de recursos humanos numa empresa do ramo hortícola e frutícola no concelho de Santarém. “Deixei uma multinacional para agarrar esta oportunidade que considero única. Sou eu que vou criar este departamento de raíz, para mim é um grande projecto”, refere.
André Correia da Silva é da ilha Graciosa, Açores, e quando veio para o IPT nem sabia bem onde ficava Tomar. Licenciou-se em Auditoria e Fiscalidade e no final do curso voltou para o arquipélago. Inicialmente, regressou à Graciosa mas como não gostou do trabalho mudou-se para a ilha do Faial onde arranjou emprego na Direcção Regional de Pescas. “Nem sempre o trabalho está à porta de casa. Temos que ir à procura de algo que nos complete, mesmo que tenhamos que sair da nossa zona de conforto porque se estivermos num trabalho onde não estamos satisfeitos não vamos ser felizes. É fundamental sentir-nos realizados”, disse durante a sua intervenção.
Beatriz Medina trabalhava numa loja de uma marca internacional e considerava que estava estável a nível profissional. Até que a mãe a ‘obrigou’ a tirar um curso. O IPT foi a sua terceira opção e escolheu o curso de Turismo porque a sua melhor amiga frequentava o mesmo curso. Confessa que aproveitou muito bem a vida académica mas no segundo ano apaixonou-se pelo curso e começou a ser uma aluna mais empenhada. Aceitou o convite para ingressar no Laboratório de Turismo do IPT e mais tarde criou a sua própria empresa, em parceria com um colega de curso. “Criámos a empresa com 400 euros e no primeiro ano e meio eu e o meu sócio não tivemos ordenado. Trabalhei ao fim-de-semana para me sustentar. No entanto, as coisas deram frutos e a empresa está a dar resultado. Temos que nos focar e não desistir quando surgem as primeiras dificuldades”, aconselha.

Saber inglês é tão importante como saber mexer num computador
Jorge Cartaxo começou por dizer aos alunos do IPT para acreditarem neles próprios e fazerem várias coisas ao mesmo tempo. O ex-aluno do IPT ingressou no curso de Engenharia Civil mas, como estudava e trabalhava, no primeiro ano fez apenas uma cadeira. Entretanto, decidiu mudar de curso para Gestão de Recursos de Saúde. “Quando terminei a licenciatura surgiu a oportunidade de trabalhar no Centro Hospitalar do Médio Tejo e agarrei a oportunidade. Entrei como assistente operacional e hoje faço gestão de validade e a gestão de armazéns avançados. Não limitem as vossas áreas de trabalho e o vosso pensamento”, afirmou.
Jorge Cartaxo sempre foi um apaixonado por futebol mas apesar de não ter sido praticante desse desporto enveredou por outras áreas. É treinador de futebol há cerca de dez anos e integra uma rede internacional de observadores de futebolistas. “O importante é não estarmos parados e fazermos o que gostamos, mesmo que seja mais do que uma coisa”, realçou.
Ana Catarina Pires licenciou-se em Gestão de Empresas e durante a sua intervenção sublinhou a importância de saber falar inglês. “Não saber falar inglês é quase como não saber mexer num computador. O inglês é muito importante em quase todas as áreas do mercado de trabalho. Com o inglês vamos a todo o lado”, disse. Considerou também que mais do que ser um óptimo aluno é preciso saber comunicar e trabalhar em equipa. “Vi pessoas que tiveram grandes notas na universidade e depois no mercado de trabalho não eram capazes de comunicar com os clientes, nem tinham humildade para pedir ajuda”, recordou.
Lídia Carona é técnica superior de Gestão Turística e Cultural na Câmara Municipal de Estremoz, de onde é natural. Elogiou as aulas e os professores do IPT dizendo que é uma escola que ensina e prepara muito bem os alunos para o mercado de trabalho.

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