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Novo projecto quer dar melhor resposta à doença mental nos adolescentes
Maria Moura, médica do Hospital Vila Franca de Xira, revelou detalhes sobre o novo projecto virado para a prevenção da doença mental nas crianças

Novo projecto quer dar melhor resposta à doença mental nos adolescentes

Pedopsiquiatria do Hospital Vila Franca de Xira apresentou ideia em Samora Correia. As estatísticas mostram que uma em cada cinco crianças apresenta evidências de problemas mentais e metade destas têm uma perturbação psiquiátrica.

Edição de 24.04.2019 | Sociedade

Apenas 10 a 15 por cento dos jovens com problemas de saúde mental recebem uma resposta adequada às suas necessidades e, para inverter esse cenário, a unidade de pedopsiquiatria do Hospital Vila Franca de Xira lançou um novo projecto destinado a reforçar a resposta a estes utentes.
O projecto “Espaço Aberto – Prevenção para a Saúde” foi apresentado na última semana em Samora Correia durante as sextas Jornadas de Saúde promovidas pelo hospital e pelo Agrupamento de Centros de Saúde do Estuário do Tejo. O objectivo é envolver as câmaras municipais, centros de saúde e escolas, bem como o próprio hospital, visando a prestação de cuidados de saúde de base primária com uma intervenção local, no âmbito da promoção da saúde mental dos jovens.
O projecto contempla a produção de informação sobre o tema para pais e cuidadores, acesso a conteúdos específicos sobre a doença mental infanto-juvenil para os professores, melhor articulação dos jovens com os diferentes gabinetes de psicologia da comunidade e a marcação de quatro sessões de apoio psicológico semanal visando a avaliação do estado da criança, realizar uma intervenção nos cenários de crise e produzir orientações terapêuticas.
O público alvo será entre os 10 e os 14 anos (14.289 utentes) e dos 15 aos 19 anos (14.040 utentes). Maria Moura, coordenadora da unidade de pedopsiquiatria do Hospital Vila Franca de Xira, explicou durante a apresentação do projecto que 50 por cento das perturbações que não são alvo de tratamento na infância acabam por persistir na idade adulta, situação que reforça a pertinência do projecto. “A integração deste serviço na comunidade possibilitará o acesso directo a serviços de saúde perto da área de residência dos indivíduos, optimizando a acessibilidade a cuidados de saúde mental”, explicou.
As estatísticas mostram que uma em cada cinco crianças apresenta evidências de problemas mentais sendo que metade destas têm uma perturbação psiquiátrica. A adolescência, por ser um período crítico do desenvolvimento, deixa os jovens com doença mental mais vulneráveis a comportamentos de risco, como o consumo excessivo de drogas ou álcool.

Novo projecto quer dar melhor resposta à doença mental nos adolescentes

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