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Anabela Freitas nega ter pago multa pessoal com cheque da Câmara de Tomar
Anabela Freitas presidente da câmara de Tomar

Anabela Freitas nega ter pago multa pessoal com cheque da Câmara de Tomar

Ministério Público acusa autarca de peculato num processo que decorre no Tribunal de Santarém. Autarca garante que tem provas em como pagou a multa da sua conta bancária e diz-se tranquila com o processo.

Edição de 08.05.2019 | Sociedade

A presidente da Câmara de Tomar diz estar tranquila em relação ao processo que um munícipe lhe colocou por esta, alegadamente, ter utilizado um cheque do município para pagar uma multa pessoal no valor de 2332 euros. Anabela Freitas garante ter provas em como pagou a multa da sua conta bancária. O processo está em fase de apresentação da defesa e a autarca diz-se tranquila com a situação, acrescentando que não se vai pronunciar mais sobre o assunto uma vez que estão a decorrer os trâmites legais.
Anabela Freitas foi acusada pelo Ministério Público do crime de peculato, no âmbito da queixa de Benvindo Batista, que há mais de trinta anos reclama a reposição de um caminho público de acesso à albufeira de Castelo de Bode. Segundo a acusação, a autarca “apropriou-se de dinheiro pertencente ao município” para, alegadamente, pagar uma sanção pecuniária compulsória, quando devia ter usado a sua conta pessoal. A sanção resulta da falta de resposta ao munícipe, que perguntava se estava definido algum investimento para intervencionar o caminho público de acesso à albufeira e à marina de Castelo de Bode.
Em 2017 (ver edição 20 Abril 2017),
O MIRANTE contou que Benvindo Jesus Batista fez um requerimento a pedir explicações à Câmara de Tomar sobre esta situação e também sobre a demolição de uma construção alegadamente ilegal. O arrastar do caso levou-o a recorrer ao tribunal, que multou Anabela Freitas por falta de resposta dos serviços camarários. Benvindo Batista, reformado, vive entre Lisboa e Casalinho, na freguesia de São Pedro de Tomar, de onde é natural.
O antigo empresário da construção civil e outros moradores assinaram em 1982 uma declaração onde manifestavam “não terem objecções” a que o caminho (público) que atravessava a Quinta do Zorro fosse desviado, “desde que esse desvio proporcione acesso ao rio em devidas condições noutro lugar da mesma Quinta”, lê-se na declaração que
O MIRANTE teve acesso em 2017. O caminho foi desviado mas nunca ficou em condições.

Anabela Freitas nega ter pago multa pessoal com cheque da Câmara de Tomar

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