
Guarda-redes dos juvenis do Fazendense há cinco meses à espera de ser operado
Ruben partiu o pulso num treino mas a seguradora não paga porque já tinha uma lesão antiga. Um jovem guarda-redes da Associação Desportiva Fazendense, no concelho de Almeirim, não sabe quando é que vai ser operado e pelos vistos só lhe resta a hipótese de tentar resolver a situação no Serviço Nacional de Saúde.
Um guarda-redes da equipa de juvenis da Associação Desportiva Fazendense, de Fazendas de Almeirim, está há cinco meses com o pulso partido à espera de ser operado. Em causa está um imbróglio com a participação do acidente pelo clube e a interpretação clínica da seguradora. Pelo meio está a Associação de Futebol de Santarém, que contratou a empresa de seguros à qual aderiram quase todos os clubes da região, mas que não consegue desbloquear a situação. Enquanto isso, Ruben Caniço não joga, tem o braço imobilizado e na escola não consegue escrever.
O pai do guarda-redes, Horácio Caniço, conta que o filho já se andava a queixar de dores no pulso. Situação que o clube diz ter-se devido a uma pequena lesão. Mas no início de Dezembro, após um treino, o jovem chegou a casa com fortes dores e os pais levaram-no ao Hospital de Santarém, onde o médico disse que o pulso estava partido mas que havia uma lesão já antiga. A situação foi comunicada ao Fazendense que accionou o seguro desportivo, que é obrigatório.
Horácio Caniço conta que o filho foi a uma consulta a uma clínica a Lisboa e fez posteriormente uma TAC. A cirurgia chegou a ser marcada, mas na véspera a seguradora mandou cancelá-la. A empresa de seguros AON, numa resposta à Associação de Futebol de Santarém, diz que o jovem já tinha uma lesão antiga e que não se enquadra na participação do sinistro que foi feita pelo clube. Argumenta a seguradora que desta forma não há um nexo de causalidade entre a lesão detectada e o sinistro que foi comunicado, não assumindo a responsabilidade.
O presidente do clube diz que o que foi participado foi o que aconteceu, ou seja, a fractura do pulso. António Botas Moreira salienta que se há seguro e se houve um acidente então a seguradora deve assumir a situação, realçando que está farto de chatear a seguradora e a associação de futebol. O dirigente diz que o clube, do concelho de Almeirim, também se sente prejudicado com a situação. Mas o pai do jovem considera que o Fazendense não deu muita importância à lesão quando Ruben se começou a queixar em Outubro.
Neste momento não há qualquer solução para o jovem atleta. Os pais já foram a um hospital privado onde lhes pediram sete mil euros para operar o pulso de Ruben. Entretanto o jovem está inscrito no Hospital Distrital de Santarém para ver se consegue ser operado, mas não se sabe quando.

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