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Mais cerveja com menos tempo e custos na fábrica de Vialonga
Cervejeira de Vialonga apresentou linha de produção à comunidade onde vai investir oito milhões de euros

Mais cerveja com menos tempo e custos na fábrica de Vialonga

Sociedade Central de Cervejas aposta no aumento da produtividade. Investimento milionário na cervejeira de Vialonga vai aumentar a capacidade de produção e reduzir o impacto ambiental, numa altura em que a empresa vive preocupada com a escassez de mão-de-obra na região para poder continuar a crescer. Governo diz que a falta de pessoas para trabalhar é um bom indicador.

Edição de 17.07.2019 | Economia

A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) investiu oito milhões de euros num novo equipamento para o enchimento de garrafas de vidro da fábrica de Vialonga, com tecnologia de ponta que vai permitir, em simultâneo, aumentar a produtividade e reduzir os níveis de consumo de água e energia. O investimento foi inaugurado no dia 3 de Julho pelo ministro adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e insere-se nos projectos de modernização e crescimento da empresa proprietária da Sagres.
O equipamento com capacidade para encher 55 mil garrafas por hora vai reduzir ao ano até 22 por cento de consumo de CO2, poupar 12.600 kWh de electricidade e diminuir em 96 por cento o consumo de água, tornando a linha de produção mais amiga do ambiente e mais eficaz na resposta ao mercado interno e de exportação.
O diretor da cadeia de abastecimento e administrador da cervejeira, José Luís da Mata Torres, destacou que a “marca mais simbólica produzida na cervejeira, a Sagres, é um ícone da portugalidade, sendo hoje exportada para mais de 20 países”. E lembrou ainda o investimento de 140 milhões de euros nos últimos cinco anos, na fábrica de Vialonga, Sociedade Água do Luso e na empresa de distribuição, a Novadis. No mesmo período, a empresa duplicou o número de funcionários para cerca de 1.800.
Apesar do aumento significativo de contratações de pessoal, Mata Torres revelou que a falta de mão-de-obra na região, sobretudo no sector da distribuição, tem travado o crescimento que poderia ser mais acentuado. Além disso, evidenciou a aposta constante na “segurança e saúde dos trabalhadores e no apoio às comunidades locais” onde desenvolvem a sua actividade.

Governo diz que falta de mão-de-obra é transversal a todos os sectores
Depois de ouvir o alerta, o ministro Siza Vieira, à margem do evento, disse aos jornalistas que “o problema de falta de mão-de-obra é uma dificuldade para as empresas, mas um bom sinal para o país” que há quatro anos registava uma taxa de desemprego de 17 por cento. O governante sublinhou a importância da entrada de imigrantes em Portugal para dar resposta a este problema que está a afectar o mercado de trabalho e lembrou o “aumento significativo dos salários”, hoje mais “adequados às ambições e qualificações dos trabalhadores”.
Para Siza Vieira, a empresa proprietária da Sagres tem concretizado investimentos continuados que “representam confiança no futuro de Portugal”.

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