
O segundo milagre de Tancos
A campanha eleitoral arrastava-se enfadonha e pachorrenta a caminho do dia 6 de Outubro quando o despacho de acusação do caso do roubo (e reaparecimento) de material de guerra dos paióis militares de Tancos entrou em cena como um touro bravo numa loja de louças. E a metáfora não é desajustada, pois o caso arrastou na enxurrada o antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes e salpicou de suspeição algumas das mais altas figuras do Estado, como o Presidente da República e o primeiro-ministro. O PS, que segundo as sondagens da altura estava no limiar da maioria absoluta, começou a descer paulatinamente nas intenções de voto à medida que a oposição de centro-direita cavalgava a onda gerada pelo Ministério Público. E, no dia 6 de Outubro, confirmou-se que a putativa maioria absoluta socialista foi pelo cano. O local que há um século já estivera na origem do chamado “milagre de Tancos” - quando em três meses ali foi criada uma estrutura capaz de treinar vinte mil soldados para lutarem na 1ª Guerra Mundial – reforçou agora o seu estatuto e bem merece figurar no roteiro dos sítios mais emblemáticos da história portuguesa contemporânea...

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Edição de 15-10-2019