
Internacionalização e fusão de empresas são fundamentais no mercado global
Presidente da direcção da Nersant, Salomé Rafael, destaca a importância da aposta em novos mercados e da agregação de empresas para se ganhar escala.
A presidente da Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém, Salomé Rafael, considera que a aposta na internacionalização e na fusão de empresas é fundamental num mercado global e cada vez mais competitivo.
No primeiro campo, salientou que a Nersant tem feito a sua parte, não só promovendo missões empresariais a diversos países como com a realização do Nersant Business, Encontro Internacional de Negócios, cuja oitava edição decorreu entre 21 e 23 de Outubro, em Tomar. Nos trabalhos participaram cerca de três centenas de empresários, 78 estrangeiros. “Todas estas reuniões e encontros acabam por dar frutos. Devemos continuar no caminho da internacionalização das nossas empresas”, defende a dirigente.
Já quanto à fusão de empresas, Salomé Rafael admite que há ainda muito caminho a percorrer. A dirigente discursava durante a entrega dos prémios Galardão Empresa do Ano, iniciativa de O MIRANTE
e da Nersant, na noite de terça-feira, 22 de Outubro, em Boleiros, Fátima.
No mesmo sentido, referiu também a necessidade de agregar associações empresariais, para rentabilizar o seu trabalho e melhorar o seu desempenho, referindo que existem actualmente no país 1.040 associações empresariais mas apenas 125 têm utilidade pública.
Perante uma plateia onde os empresários estavam em maioria, a dirigente associativa apontou como exemplo de dinamismo e revitalização económica a criação, nos últimos quatro anos, de 4.873 empresas no distrito de Santarém, das quais 3.784 são sociedades.
A presidente da Nersant disse também ser importante reflectir sobre a legislação laboral, tornando-a mais amiga da economia, mas deixou uma ressalva para não criar mal-entendidos. “Queremos é mais produtividade e não é para pagar ordenados baixos”, realçou dirigindo-se ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.
Considera ainda que é necessário reflectir sobre a formação profissional, para que esta não seja decidida por catálogo por organismos públicos e municípios. E chamou a atenção para a necessidade de envolver os empresários nesse processo.

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