O MIRANTE dos Leitores
Celebrar a vitória saltando em frente às câmaras a fazer gestos obscenos
A vitória do Alverca sobre o Sporting, no jogo da Taça de Portugal, deu alegria às pessoas da cidade que se interessam por futebol, entre as quais me incluo. Não fui ao estádio e, no final do jogo, vi num canal televisivo, penso que na TVI ou na TVI24, adeptos eufóricos a celebrarem no exterior, o que é normal. Também normal foi ver um deles aos saltos em frente às câmaras a fazer gestos obscenos. E quem fazia a filmagem manteve-o em directo... talvez para mostrar a verdadeira essência da modalidade e do “fair-play” de alguns. Floriano Gonçalves
O MIRANTE dos Leitores | 30-10-2019
Internet cheia de lixo acumulado ao longo de anos mas sem “ambientalistas”
É só fazer uma pesquisa no Google nomeadamente de assuntos relacionados com a nossa região e ficamos logo a saber a lixeira digital que para ali vai. São sites, páginas de Facebook, blogs, etc, etc, etc... que foram criados e abandonados, que não são actualizados há anos, que apodrecem na rede e em rede. Até uma simples pesquisa de uma festa de aldeia nos traz lixo e lixo acumulado, apresentado programas de festas de há cinco ou dez anos mas raramente do ano em que estamos. É desolador. Ambientalistas digitais não há. Vassouras electrónicas capazes de remover tanto entulho também não. A pouco e pouco começa a ser inútil ‘googlar’ certas coisas. E só falo daqueles links que aparecem na primeira das centenas de páginas que são vomitadas para consulta. João Ventura Chapa
O MIRANTE dos Leitores | 30-10-2019

Ruas e ruas cada vez mais remendadas são parte visível da nossa pobreza
Agora os remendos na roupa, principalmente nas calças, estão na moda mas antigamente eram sinónimo de pobreza. Quem não tinha dinheiro para comprar roupa nova remendava a que estava rota. Falo nisto porque, nos tempos actuais, os inúmeros remendos de alcatrão que transformam as ruas das cidades, vilas e aldeias, embora estejam na moda, são sinónimo de pobreza. As câmaras municipais não têm dinheiro e por isso remendam e remendam, até deixar de ser visível o alcatrão original, como antigamente a minha avó fazia com as calças do marido, dos filhos e dos netos. Somos os novos “remendões”, enquanto certas pessoas elogiam o progresso, o crescimento da economia e o dinamismo autárquico. Se o número de remendos das nossas ruas contasse para o índice de pobreza ainda estávamos pior do que estamos nas listas que aparecem nos jornais. António Alberto Pereira
O MIRANTE dos Leitores | 30-10-2019

As oliveiras de Abrantes e o dinheiro mal gasto em tempo de crise
A situação ocorreu em Julho de 2013. Foi noticiada na altura e volta a ser noticiada agora. Quando era presidente da Câmara de Abrantes, a actual ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, comprou, através de ajuste directo, 60 oliveiras a uma empresa que pertencia a dois familiares directos do então presidente da Câmara de Proença-a-Nova, o socialista, João Paulo Catarino, que agora vai para secretário de Estado das Florestas. Para alguns tudo foi feito de acordo com a lei e o caso está arrumado. Não penso assim. Independentemente do negócio poder ter favorecido familiares de um camarada socialista da então presidente da Câmara de Abrantes, o que não me agradou foi ver dinheiro público esbanjado, numa altura em que vivíamos uma situação difícil devido à crise. Essa situação foi então realçada pelos vereadores do PSD. Disseram eles que para a acção do Banco Social a presidente só tinha disponibilizado cinquenta mil euros. Maria Júlia Ferro
O MIRANTE dos Leitores | 30-10-2019

Caloiros do Politécnico de Santarém limpam mata do município
Praxar os caloiros pondo-os a limpar uma mata foi uma boa iniciativa mas será ainda mais interessante se alguns deles, ao longo dos seus cursos, conseguirem arranjar algum tempo para fazer trabalho voluntário. Há muitos jovens que, se forem motivados, estão disponíveis para ajudar. Apesar do que se possa por vezes dizer a juventude em geral continua a ser solidária e está disponível para abraçar causas, para além da mera declaração de intenções através das redes sociais ou manifestações de rua. Teresa Peixoto
O MIRANTE dos Leitores | 30-10-2019

Mais tecnologias e simplexes mas a burocracia não larga o “papelinho”
Um dia destes um amigo com quem conversava contou-me um caso passado com ele que ilustra bem o que é a resistência nacional ao avanço tecnológico. Foi a uma consulta de especialidade num hospital, consulta essa cuja data e hora lhe tinha sido confirmada através de uma mensagem enviada para o telemóvel e quando lá chegou exigiram-lhe o “papelinho” que lhe tinham dado numa anterior visita ao hospital, com a marcação inicial da consulta. Não lhe valeu de nada dizer que se o nome dele não estivesse no processo, assim como todas as informações relevantes, como a data e hora da consulta, nome do médico, exames feitos e enviados digitalmente dos laboratórios para o médico, ele não estaria ali. A burocracia exigia o “papelinho” e ele teve que desencantar o “papelinho”, tendo-lhe valido a esposa estar em casa e disponível para lho ir entregar e morar perto do hospital. Casos como este ainda continuam a ser aos milhares. Não tenho nada contra o uso de papel. Tenho é contra o total absurdo destas situações e os seus custos. Mário Rodrigo de Freitas
O MIRANTE dos Leitores | 30-10-2019
Destaques

José Eduardo Carvalho apela a uma maior intervenção das associações empresariais
O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), reconduzido no cargo até 2022, tomou posse numa acção diferente, perante um grupo de setenta convidados, no Tramagal, que envolveu uma visita ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira e à fábrica da Mitsubishi. José Eduardo Carvalho defendeu uma maior intervenção no país e na política por parte dos patrões e das associações que os representam.
Edição de 30-10-2019