
Ruas e ruas cada vez mais remendadas são parte visível da nossa pobreza
Agora os remendos na roupa, principalmente nas calças, estão na moda mas antigamente eram sinónimo de pobreza. Quem não tinha dinheiro para comprar roupa nova remendava a que estava rota. Falo nisto porque, nos tempos actuais, os inúmeros remendos de alcatrão que transformam as ruas das cidades, vilas e aldeias, embora estejam na moda, são sinónimo de pobreza. As câmaras municipais não têm dinheiro e por isso remendam e remendam, até deixar de ser visível o alcatrão original, como antigamente a minha avó fazia com as calças do marido, dos filhos e dos netos. Somos os novos “remendões”, enquanto certas pessoas elogiam o progresso, o crescimento da economia e o dinamismo autárquico. Se o número de remendos das nossas ruas contasse para o índice de pobreza ainda estávamos pior do que estamos nas listas que aparecem nos jornais. António Alberto Pereira

Mais Notícias
A carregar...
Destaques

José Eduardo Carvalho apela a uma maior intervenção das associações empresariais
O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), reconduzido no cargo até 2022, tomou posse numa acção diferente, perante um grupo de setenta convidados, no Tramagal, que envolveu uma visita ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira e à fábrica da Mitsubishi. José Eduardo Carvalho defendeu uma maior intervenção no país e na política por parte dos patrões e das associações que os representam.
Edição de 30-10-2019