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Associação de Benavente cuida dos animais sem dono
Dirigentes e voluntários da Refúgio Vital dão um importante apoio ao canil municipal de Benavente

Associação de Benavente cuida dos animais sem dono

Refúgio Vital promove a adopção responsável de cães e gatos, participa na gestão do canil municipal de Benavente e assegura os tratamentos veterinários a uma centena de animais, pagos com doações.

Edição de 30.10.2019 | Sociedade

Ao fim de dois anos a resgatar e a cuidar de animais abandonados, em parceria com o canil municipal de Benavente, a Associação Refúgio Vital faz um balanço positivo sobre o número de vidas salvas e adopções de cães e gatos. Em seis meses conseguem em média 30 novas famílias para os animais. Mas estará a sociedade a melhorar os seus comportamentos e mais sensível a estas questões? Telma Gonçalves, presidente desta associação sem fins lucrativos, responde: “Cada um de nós pode e deve fazer mais e melhor. Começando por deixar de olhar para o animal como uma coisa que se quer e depois se deita fora, porque já não serve”.
Fundada em 2017, a associação conta com um corpo de nove voluntários. As funções de cada um variam, mas há uma que não falha: Estão onde é preciso, à hora que é preciso. Resgatam animais da rua, vítimas de atropelamento ou maus tratos. “Gostar de animais não chega”, diz a dirigente, lamentando que “ao fim de algum tempo, alguns voluntários desistam devido ao desgaste físico e psicológico”.

Cuidados veterinários ascendem aos seis mil euros
Animais recolhidos nas ruas são propensos a transmitir doenças e os canis não estão preparados para todos os casos. São esterilizados, chipados mas apenas lhes é administrada a vacina da raiva, a única obrigatória por lei. “Se chega um animal atropelado, um canil não está preparado para tratar dele. Dispõem, no geral, de uma pequena enfermaria onde só existem medicamentos básicos”, afirma a dirigente.
É precisamente no acesso a cuidados veterinários que a associação trava uma luta constante. Trabalham em parceria com uma clínica veterinária que recebe os animais a precisar de cuidados de saúde. “A clínica ajuda o mais que pode, baixando os preços de tabela” mas as despesas de materiais cirúrgicos e medicação são avultadas e a associação não tem actividade económica que consiga sustentar a entrada regular de animais a precisar de tratamento. Num mês, as despesas veterinárias podem chegar aos seis mil euros, pagas exclusivamente com “doações generosas da população”.
Além dos cuidados veterinários, a associação também ajuda com a alimentação, através de campanhas que realizam à porta dos supermercados ou nos pontos fixos de recolha. Cada um pode apoiar doando dinheiro, alimentação, ou medicamentos que podem ser entregues, por exemplo, no quartel dos Bombeiros de Samora Correia.
Para Telma Gonçalves é igualmente importante perceber-se que a política de esterilização implementada pelas autarquias, embora ajude a controlar o número de animais errantes, não combate taxas de abandono. “Quando se adopta um animal tem de se ter consciência que vai durar muitos anos e que a nossa rotina tem de ser adaptada”, diz.

Política de adopção rigorosa
Para prevenirem decisões pouco reflectidas que podem acabar na devolução do animal ao canil, estes voluntários estudam a situação socio-económica do possível adoptante e, no caso de ser aprovada a adopção, fazem questão de ir conhecer a nova casa e exigem a assinatura de um termo de adopção. Com estas medidas, conseguiram reduzir o número de animais devolvidos ao canil.
Em média são abandonados no concelho de Benavente entre 10 a 20 animais por mês. O canil está lotado, com 76 animais e, num espaço provisório, gerido pela associação, estão albergados mais duas dezenas. Segundo Telma Gonçalves há “donos em lista de espera para entregarem os animais que já não querem”, critica, rematando que acha inconcebível canis aceitarem animais com dono.

Apadrinhar um animal

Quem quiser, pode tornar-se parte da família Refúgio Vital apadrinhando um animal. A solução ideal para quem gosta de animais e não tem possibilidade de adoptar. Basta ir ao canil ou à página de Facebook da associação e escolher um cão que não tenha padrinho. Depois basta dar-lhe umas doses de mimo e proporcionar-lhe uns passeios. Pode ainda fazer-se sócio (12 euros anuais) ou juntar-se aos voluntários e passear os animais aos domingos. A associação agradece e os patudos também.

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