uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Comportamento “descontraído e alegre” tramou Rosa Grilo
Polícia Judiciária começou a desconfiar de Rosa Grilo durante uma busca por Luís Grilo em que esta terá mostrado um comportamento descontraído

Comportamento “descontraído e alegre” tramou Rosa Grilo

Coordenadora da investigação da Polícia Judiciária revelou em tribunal que a arguida, numa primeira fase, não era suspeita. Mas os agentes começaram a desconfiar depois de Rosa Grilo ter participado numa “batida” da PJ durante a qual parecia estar numa caminhada.

Edição de 30.10.2019 | Sociedade

Rosa Grilo passou a ser suspeita no caso do homicídio do marido, Luís Grilo, devido ao comportamento “anormal, alegre e descontraído” perante o desaparecimento do empresário e triatleta residente em Cachoeiras, Vila Franca de Xira. A revelação foi feita pela coordenadora da investigação da Polícia Judiciária (PJ) à morte de Luís Grilo na sexta sessão do julgamento, que decorre no Tribunal de Loures.
A coordenadora da investigação contou que, em finais de Julho de 2018, cerca de uma semana depois do desaparecimento do empresário, a arguida acompanhou uma equipa da PJ numa “batida” à procura de Luís Grilo, durante a qual “parecia estar numa caminhada, com um comportamento descontraído, alegre e contente”, o que começou a levantar desconfianças à Polícia Judiciária.
“Este tipo de comportamento não encaixava num comportamento normal de alguém que tinha um ente querido desaparecido. Fomos colocando algumas reticências e este comportamento levou-nos a pensar que ela sabia mais do que dizia”, explicou a testemunha.
Nessa fase inicial, Rosa Grilo ainda não era suspeita de envolvimento na morte do marido, mas com o passar do tempo a investigação foi afastando a hipótese de desaparecimento e começou a desenvolver diligências e a tratar o caso como possível homicídio.
O corpo da vítima foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição em 24 de Agosto, mais de um mês após o desaparecimento, a cerca de 160 quilómetros da sua casa, na zona de Benavila, concelho de Avis, distrito de Portalegre.
O MP atribui a António Joaquim a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença de Rosa Grilo, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira.
O crime terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens da vítima - 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.
O despacho de acusação do MP, divulgado pela Lusa em 26 de Março, conta que em 15 de Julho de 2018 os dois arguidos, de 43 anos, após trocarem 22 mensagens escritas em três minutos, “combinando os últimos detalhes relativo ao plano por ambos delineado para tirar a vida de Luís Grilo”, acordaram desligar os respectivos telemóveis.

Comportamento “descontraído e alegre” tramou Rosa Grilo

Mais Notícias

    A carregar...