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Obras no bairro de Povos não agradam a todos
Redução dos lugares de estacionamento e transformação da circulação em apenas um sentido são as principais queixas dos moradores de Povos

Obras no bairro de Povos não agradam a todos

Abaixo-assinado pede circulação nos dois sentidos na Rua José da Costa e Silva. Via é estreita demais e reuniões com moradores não geraram consensos. Residentes queixam-se também da redução dos lugares de estacionamento.

Edição de 30.10.2019 | Sociedade

Alguns moradores de Povos, em particular da Rua José da Costa e Silva, em Vila Franca de Xira, estão divididos sobre as obras de requalificação que ali foram feitas e que transformaram aquela via num traçado de sentido único, de sul para norte, pedindo alterações. Para dar força ao protesto foi realizado um abaixo-assinado que entretanto já foi entregue na câmara municipal.
Alegam que a decisão de transformar a via num único sentido afecta o dia-a-dia dos residentes mas também dos comerciantes, sendo que as únicas excepções – para veículos prioritários e transportes públicos – não farão sentido já que serão regulados por semáforos. Outro dos problemas identificado pelos moradores é a redução dos lugares disponíveis para estacionamento, que já eram poucos e ficaram ainda mais reduzidos.
O problema da rua é ser estreita demais para ter dois sentidos e os constrangimentos de trânsito serem frequentes. Em algumas situações a circulação de peões era perigosa, porque não havia passeios. Apesar do abaixo-assinado, o presidente do município, Alberto Mesquita, diz que alguma coisa teria de ser feita para requalificar aquela artéria e diz compreender os moradores, notando que consensos serão sempre impossíveis de obter.
Há, no entanto, uma questão de fundo em que o município parece não querer ceder: o sentido de trânsito. “O que queremos é melhorar a segurança dos moradores e de quem passa por ali a pé. Estou convencido que depois das obras terminadas todas as pessoas vão reconhecer que valeu a pena o esforço. O estacionamento é insuficiente, é verdade, mas isso é em todo o lado”, lamenta.
Em cima da mesa está a intenção da câmara em adquirir uma casa devoluta que existe naquela artéria para a demolir e transformar num parque de estacionamento, para responder às necessidades dos moradores.
No último mandato, recorde-se, chegou a ser feito um inquérito aos moradores sobre a possibilidade de manter ou não os dois sentidos de trânsito e a opção de criar apenas um sentido venceu pela diferença de um voto, mostrando quão polarizada é a opinião geral sobre o problema.
As obras em curso têm um custo de três milhões e 350 mil euros e visam a requalificação social e urbanística do eixo Quinta da Grinja – Povos, devendo estar concluídas no final do ano ou princípio de 2020.

Obras no bairro de Povos não agradam a todos

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