
Noite de vandalismo deixa rasto de prejuízos em Alhandra
Lojas, colectividades e automóveis sofreram fortes danos. Polícia identificou suspeito mas o tribunal deixou-o sair em liberdade. Foi a primeira vez que Alhandra acordou com tamanho rasto de destruição. Os prejuízos são elevados e a comunidade está assustada e revoltada com a situação.
Saiu em liberdade depois de ouvido em tribunal o homem suspeito de ter vandalizado e destruído, numa só noite, meia dezena de estabelecimentos comerciais, associações e até a Casa Museu Sousa Martins, em Alhandra. Isto a somar a várias dezenas de automóveis que estavam estacionados na zona central daquela vila ribeirinha e que ficaram com os vidros e espelhos partidos.
A PSP confirma a O MIRANTE que o suspeito pelos actos de vandalismo foi identificado na própria noite e já estava referenciado por outros actos semelhantes. Foi presente a tribunal, ficando a aguardar o desenrolar do processo em liberdade.
Foi a primeira vez que Alhandra acordou com tamanho rasto de destruição. Os prejuízos são elevados e a comunidade está assustada e revoltada com a situação. O caso aconteceu na madrugada de 13 de Novembro, com o primeiro alerta a ser dado para a PSP pouco depois das três da manhã. Um morador acordou com o barulho e ao ir à janela viu um homem a destruir a montra de uma loja. Enquanto as autoridades chegavam o homem teve tempo de causar danos nas montras de um cabeleireiro, numa loja de informática, no vidraceiro, na Casa Museu Sousa Martins e no bar da Sociedade Euterpe Alhandrense, tudo no centro da vila.
Quando O MIRANTE esteve em Alhandra, no dia seguinte, encontrou o vidraceiro local, uma pequena e antiga loja de venda de vidros, a reparar a porta principal do bar da associação. “Praticamente fiquei sem mercadoria para vender, ficou tudo destruído”, confessa o empresário, que também viu a sua loja ficar com sete vidros partidos. No bar da Euterpe o agressor entrou dentro do estabelecimento, revirou o interior mas não roubou nada.
Clube Recreativo
foi o que mais sofreu
Os maiores estragos aconteceram no Clube Recreativo de Alhandra, situado a poucos metros da Euterpe, onde ficou praticamente tudo destruído no interior da associação, à excepção dos balcões e das cadeiras. “Foi muito mau e ficámos quase sem nada”, confessa Dina Curto, dirigente da colectividade a O MIRANTE.
A porta nova que a colectividade tinha colocado há apenas um mês foi destruída, todas as garrafas e loiças que havia no bar foram atiradas ao chão e a televisão onde eram transmitidos os jogos de futebol para os sócios também foi destruída. Os dirigentes ainda estão a contabilizar os prejuízos, mas serão de muitos milhares de euros. “Também ficámos sem a máquina de café e a caixa registadora, de onde tirou perto de 100 euros. Já reabrimos a colectividade para os sócios mas de uma forma ainda muito precária”, lamenta a dirigente. A associação vai tentar, junto da sua seguradora, ser ressarcida dos prejuízos.
“Vivemos num estado de impunidade”
“Infelizmente vivemos num estado de impunidade, em que as pessoas fazem as coisas e saem para a rua normalmente para as voltarem a fazer. O que aconteceu foi terrível e as pessoas já viram que o homem anda novamente na rua e estão muito assustadas e receosas. Toda a gente na vila está com medo de que isto venha a acontecer novamente”, alerta Mário Cantiga, presidente da União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz.
O autarca explica que só no museu gerido pela junta teve um prejuízo de 1.300 euros em vidros e que o suspeito “só não entrou graças às portas duplas de madeira”, que impediram que danificasse as obras de arte que estão expostas no interior.

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