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Violência no namoro em mais de metade das relações
Iniciativa teve como oradoras a deputada Vera Braz e a vereadora da Câmara de Azambuja Sílvia Vítor

Violência no namoro em mais de metade das relações

Alunos da Escola Vale Aveiras, em Aveiras de Cima, levantaram dúvidas e debateram opiniões sobre a violência doméstica e no namoro. A iniciativa é do programa Parlamento Jovem promovido pela Assembleia da República.

Edição de 22.01.2020 | Sociedade

A violência doméstica e no namoro esteve em debate perante uma plateia de três dezenas de alunos do ensino básico, no auditório da Escola EB 2, 3 de Vale Aveiras, a 13 de Janeiro, em Aveiras de Cima. A iniciativa, inserida no âmbito do programa Parlamento Jovem, promovido pela Assembleia da República, contou com a participação da deputada socialista Vera Braz, oriunda desse concelho, e da vereadora na Câmara de Azambuja Sílvia Vítor.
A deputada começou por abordar as várias fases do ciclo da violência doméstica, explicando aos jovens que depois de um “ataque violento se segue o período de lua de mel”, em que o agressor se “desculpabiliza e diz à vítima que não volta a acontecer”. Em resposta a uma aluna que usou da palavra para perguntar o porquê de a vítima, por vezes, não se separar do companheiro, lembrou que caso tenham conhecimento de uma situação dessas podem denunciá-la.
Sobre a violência no namoro, Vera Braz alertou para a questão das redes sociais, dando nota que muitos jovens não consideram como formas de violência a exposição de mensagens, vídeos ou fotografias do foro íntimo ou o acesso a contas sem autorização. E referiu ser fundamental os jovens saberem como agir perante uma situação de violência, que aconteça com eles, ou com qualquer outra pessoa. “Não podemos ficar calados, ou achar que o que está a acontecer é normal”, frisou.
Segundo António Pedro, director do Agrupamento de Escolas Vale Aveiras, não é raro os alunos procurarem os professores para denunciar situações de violência, seja ela física ou psicológica que acontecem na escola. “Mas é raríssimo comentarem situações que se passam no seio familiar”, referiu a O MIRANTE.
Para António Pedro, “o que é importante é desmistificar situações que os jovens acham que são normais, mas que também são formas de violência”. E este tipo de iniciativas obriga-os a pensar e a “serem cidadãos mais activos e conscientes”.

Mais de metade dos jovens sofreu violência no namoro
Um estudo nacional sobre a Violência no Namoro 2019, que a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) tem vindo a realizar nos últimos anos, demonstra que 58 por cento dos jovens que namoram ou já namoraram dizem ter sofrido pelo menos uma forma de violência por parte do companheiro. Mais preocupante ainda é que com base no mesmo estudo, “67 por cento acha isso normal”, alertou a vereadora Sílvia Vítor. “É preciso perceber o que se passa na mente destes jovens para acharem que a violência é normal e depois consciencializar, esclarecer dúvidas, sobretudo nestas idades em que surgem as primeiras paixões”, sublinhou.

Violência no namoro em mais de metade das relações

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