Levar a carta a Garcia
As estatísticas provam-no, somo um país hospitaleiro que sabe receber muito além do esperado. Podemos não ter muitas virtudes que nos lancem para a lista do melhor rendimento “per capita”, ou do melhor rácio de eficiência, mas damos lições em hospitalidade e desenrascanço, somos muito bons no desporto e temos uma gastronomia invejada por quem nos visita. O problema é que inseridos nesta grande comunidade dos países mediterrânicos, a percepção, mais do que a apreciação, vira-se para o menos bom.
Há poucos anos bati-me por “defender” um eurodeputado holandês que apenas cometeu um “pecado”, repetir uma frase tipicamente portuguesa. Não a repetiu na sua forma mais rude, que diz que “os portugueses querem é putas e vinho verde”, até porque não temos qualquer parecença com os holandeses, sejam eles de Breda ou Groningen.
Também não inventou a frase, possivelmente ouviu-a num qualquer “coffee shop” de Amesterdão ou numa baiuca do Cais do Sodré, ou, quem sabe, na trepidante Albufeira.
Os povos do norte da Europa são bebedores “destravados”, lá ou aqui, bebem até cair na valeta, mas apesar de tudo são quase exemplares na condução automóvel.
Nasci e cresci em Santarém, ainda hoje seria capaz de identificar as dezenas de baiucas da minha juventude. Também apanhei os meus pifos mas, desde sempre, fico feliz quando aparece uma brigada a convidar-me a soprar no balão, ainda bem que assim é.
Rui Figueiredo Jacinto - Lisboa
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