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Armadilha da EN 118 na Chamusca gera acidentes
foto DR O mais recente acidente ia tirando a vida a um motociclista

Armadilha da EN 118 na Chamusca gera acidentes

A entrada da Chamusca, no entroncamento entre a Estrada Nacional 118 e a estrada do campo, é local de ocorrência de acidentes. Uma estrutura semelhante a uma rotunda leva ao engano muitos condutores que não param ao sinal de Stop e colidem com os veículos que circulam correctamente na via. O mais recente acidente ia tirando a vida a um motociclista que ia de férias para o Algarve.

Edição de 02.09.2020 | Sociedade

Uma das entradas na vila da Chamusca, junto ao edifício da antiga Adega Cooperativa, é um ponto negro da Estrada Nacional 118 que atravessa parte do concelho. Quase todas as semanas há registo de acidentes, uns mais graves do que outros, mas todos com a mesma origem: quem vem do lado de Santarém, pela estrada do campo, não respeita os sinais de Stop, originando colisões com as viaturas que circulam na Estrada Nacional no sentido norte-sul. Os acidentes, segundo relatos de quem vive ou trabalha perto do local, têm como principal causa a estrutura ali presente, semelhante a uma rotunda, com uma estátua alusiva ao trabalhador agrícola, que leva ao engano alguns condutores que não conhecem os caminhos.
Emília Garrido é uma das moradoras que confirma o drama que quase todas as semanas acontece naquele cruzamento. “Alguém tem de ter uma melhor solução para aquele cruzamento, antes que aconteça uma tragédia”, afirma. A agricultora, que tem uma banca de venda de melão a pouco mais de uma dezena de metros do local, testemunhou há cerca de uma semana um acidente e chegou a temer o pior. Dois motociclistas seguiam a uma velocidade normal quando um condutor de um veículo ligeiro entrou na estrada, sem parar ao sinal, levando à frente um dos motociclistas. “A queda foi tão aparatosa que nunca pensei que conseguisse sobreviver”, afirma. A vítima acabou por ficar com ferimentos ligeiros e o seu companheiro de estrada conseguiu fugir ao embate.
Emília Garrido já perdeu a conta ao número de acidentes a que assistiu mas diz que não está a exagerar se disser que acontece, pelo menos, um acidente por semana. A GNR da Chamusca disse a O MIRANTE que nos primeiros sete meses do ano (2020) registou sete ocorrências, o que dá uma média de um acidente por mês. No entanto, salienta, há acidentes em que não é chamada a intervir e, noutras situações, as ocorrências são registadas pelo Destacamento de Trânsito de Santarém.
No dia da reportagem de O MIRANTE, última segunda-feira, pela manhã, o jornalista conversou com António José, também agricultor, que costuma sentar-se num banco que serve de apoio aos clientes do restaurante Taberna do Areal, com vista privilegiada para os acidentes. Na sua opinião a rotunda tem de ser eliminada para que a visibilidade dos condutores não fique diminuída ou então alguém tem de tomar a decisão de impedir a circulação de trânsito na estrada do campo, com excepção das pessoas que a utilizam para trabalhar. “Como as coisas estão é que não pode continuar”, sublinha. Outro dos populares com quem falámos diz que os autarcas da junta de freguesia e da câmara municipal “passam os dias no petisco e estão-se marimbando para os problemas da vila”, sejam acidentes ou outros.
Recorde-se que o entroncamento da Estrada Nacional 118 com a estrada do campo da Chamusca já foi muito criticado pelo presidente dos Bombeiros Voluntários da Chamusca, José Monteiro, depois de um acidente que ocorreu em Novembro do ano passado que provocou um ferido grave. Na altura, José Monteiro disse que o mal não está só do lado dos condutores e criticou a falta de soluções da câmara e da assembleia municipal para eliminar o perigo neste local.

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