
“Gosto de tratar todos os meus pacientes como se fossem meus filhos”
Kelly Vieira, 38 anos, sócia-gerente da Clínica Sorriso Diário, Azambuja. Kelly Vieira nasceu no Brasil mas desde 2004 que está em Portugal e já tem dupla nacionalidade. É especialista em ortodontia e uma profissional dedicada. Diz que no que toca aos dentistas ainda se aposta mais no tratamento dos problemas do que na prevenção mas que esse cenário está a mudar. É uma apaixonada por viagens, informática, fotografia e cinema. A falta de respeito tira-a do sério.
Tenho um carinho especial pelas pessoas de Azambuja. Fui muito bem recebida e as pessoas têm gostado do meu trabalho, o que me deixa muito feliz. Gosto de conseguir tratar os meus pacientes como um todo. Quando eles vêm à procura de um tratamento dentário na realidade procuram também uma melhor saúde, não apenas a melhoria da aparência e a questão estética. Conseguir passar para o paciente que o sorriso é importante mas que nem sempre é o mais importante é um bocado complexo.
Já dei esmola e ainda hoje continuo a ajudar quem precisa. Não necessariamente a dar a moeda mas sim a dar a mão a quem precisa. Nasci no Brasil, em Goiania, uma terra a 200 quilómetros de Brasília. Estou em Portugal desde 2004, vim a convite de uma prima que já cá estava. Actualmente tenho a dupla nacionalidade. Guardo poucas memórias de infância, sempre tive uma família muito grande e o tempo passou demasiado rápido.
Formei-me em medicina dentária e em Portugal fiz a equivalência na Universidade Egas Moniz. Há cerca de um ano que montei a Sorriso Diário em Azambuja. A minha especialidade é a ortodontia, ou seja, aquilo a que na gíria se chama a correcção dos dentes tortos através de aparelho dentário.
Lido muito mal com a falta de respeito. Sou uma pessoa paciente, carinhosa, meiga e dócil mas quando vejo que me faltam ao respeito fico bloqueada e não lido bem com isso. Para mim um ponto-chave para tudo na vida é o respeito.
Ainda há quem tenha medo do dentista. Penso que é por continuamos a apostar mais no tratamento do que na prevenção. Muitas vezes quando os pacientes chegam ao consultório já têm dores e a resolução do problema exige uma série complexa de tratamentos. Se a pessoa fosse mais vezes ao dentista de forma preventiva não necessitaria disso. A mentalidade de deixar tudo para a última, felizmente, tem vindo a mudar e as pessoas cada vez procuram o dentista mais cedo.
Mais importante que a nacionalidade é a competência. No contexto geral sempre fui muito bem recebida por todos os meus pacientes nos locais onde trabalhei. É fazendo um bom trabalho que se vai ganhando credibilidade. Conseguir o reconhecimento profissional é um sonho que felizmente tenho conseguido alcançar. E esse sonho deve ser vivido.
Na maioria das vezes consigo desligar do trabalho. Mas em algumas situações mais complexas acabo por “levar” o paciente para casa comigo. Gosto de pensar e planear a melhor solução para cada caso. Trato todos os meus pacientes como se fossem meus filhos, se eles não estiverem bem, eu também não estou bem.
O trabalho não me deixa muitos tempos livres mas consigo ter alguns “hobbies”. É verdade que quando fazemos o que gostamos nunca trabalhamos e por isso muitos dos meus tempos livres são na verdade trabalho. Mas gosto muito de viajar, sobretudo em Portugal e pela Europa. Amsterdão (Holanda) e Dublin (Irlanda) são cidades lindas que gostei de conhecer. Mas gosto também de informática; de fotografia e de ir ao cinema.

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