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Coberturas de fibrocimento removidas de escola de Benavente até à Páscoa
Secretária de Estado Adjunta e da Educação visitou escolas do concelho de Benavente e prometeu obras em algumas delas

Coberturas de fibrocimento removidas de escola de Benavente até à Páscoa

Secretária de Estado visitou escolas do concelho e prometeu pequenas intervenções. Escola EB 2,3 Duarte Lopes é das que precisa de uma maior requalificação e deve ter obras no próximo ano.

Edição de 26.12.2018 | Sociedade

As coberturas de fibrocimento contendo amianto, uma substância cancerígena, existentes na escola EB 2,3 Duarte Lopes em Benavente, vão ser totalmente removidas nas férias da Páscoa do próximo ano. A garantia foi deixada na manhã de dia 12 de Dezembro, pela secretária de Estado adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, que visitou aquele estabelecimento de ensino.
“Esta escola para a tipologia que tem até não está em muito mau estado e tem tido algumas intervenções, ainda que pequenas. O que consideramos prioritário é a remoção do fibrocimento, uma pintura exterior e a colocação de uma cobertura no campo de jogos. Deixei o meu compromisso quanto à remoção do amianto, do resto teremos ainda de analisar e ver o que será possível”, disse a governante a O MIRANTE. A data apontada para as obras é a próxima pausa escolar da Páscoa, altura em que não haverá crianças na escola. “Prevemos 200 mil euros para a remoção do amianto, a pintura exterior deverá ser o dobro disso”, explicou.
A governante foi convidada pelo vereador socialista do município, Pedro Pereira, a visitar os agrupamentos de escolas de Samora Correia e Benavente para se inteirar dos problemas existentes nas escolas que são da responsabilidade do Ministério da Educação. A maioria tem mais de 30 anos de serviço e precisa de obras urgentes. Na Duarte Lopes o problema só não é maior porque em Agosto um grupo de voluntários ajudou a pintar e melhorar algumas partes da escola.

Ministra chocada por crianças irem a pé para o pavilhão
Em reunião com pais e alunos na EB 2,3 Duarte Lopes, no fim da visita, a governante ficou também “chocada” com o facto das crianças se deslocarem a pé sem vigilância entre a escola e o pavilhão gimnodesportivo para praticarem desporto, assunto de que
O MIRANTE já dera nota.
Alexandra Leitão confessou “não estar nada tranquila” com essa situação e lembrou que será uma “responsabilidade de todos” o dia em que uma criança venha a ser atropelada ou raptada. A construção de um pavilhão dentro da escola para acabar com o problema custaria perto de um milhão de euros, estimou a governante. “As crianças irem a pé para o pavilhão preocupa-me muito e vamos já trabalhar com a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) e a direcção do agrupamento para resolver”, garantiu.
O presidente do agrupamento, Mário Santos, diz que a visita foi importante para delinear soluções para problemas que há muito precisavam de respostas e mostra-se expectante em ver o evoluir da situação. “O ideal seria termos uma escola nova, mas se ficarem resolvidas as principais questões como o fibrocimento e pavilhão acho que já ganhámos muito com esta visita”, refere.
Questionado por O MIRANTE o presidente do município, Carlos Coutinho (CDU), garante que a câmara já fez o levantamento de todas as patologias que precisam de resolução em Benavente e que a verba estimada ronda 1 milhão e 400 mil euros.

Coberturas de fibrocimento removidas de escola de Benavente até à Páscoa

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