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Reabilitação urbana de Alferrarede e Rossio só a partir de 2021
Maria do Céu Albuquerque admite que este é um plano estratégico a médio prazo

Reabilitação urbana de Alferrarede e Rossio só a partir de 2021

Câmara de Abrantes prevê investimentos de quase 12 milhões de euros, mas só no próximo mandato.

Edição de 09.01.2019 | Sociedade

A Câmara de Abrantes vai avançar com os Planos Estratégicos de Reabilitação Urbana (PERU) de Alferrarede e do Rossio ao Sul do Tejo. Ao todo, o município prevê investir 11,8 milhões de euros em várias intervenções, contando para o efeito com financiamento da União Europeia. O PERU não deve ser posto em marcha até ao fim deste mandato, em 2021, excepto no que diz respeito à transferência da instalação da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) para o Tecnopolo, já anunciada para breve, uma vez que não conta com apoio financeiro no actual quadro comunitário de apoio Portugal 2020.
O programa de investimento municipal para a Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Alferrarede contempla a reabilitação de um antigo pavilhão industrial no Tecnopolo – com vista a receber a ESTA – e do edifício do Cine-Teatro de Alferrarede. Inclui ainda a requalificação e valorização urbanística do Largo do Teatro e da Rua do Comércio, o reordenamento da Estação Ferroviária de Alferrarede e a criação de um espaço verde de lazer na zona das antigas piscinas, situadas entre o Bairro da CUF e o Tecnopolo do Vale do Tejo. Prevê-se um investimento de mais de oito milhões de euros.
Já o programa de investimento municipal para a ARU do Rossio ao Sul do Tejo, prevê a criação das variantes rodoviárias à Avenida Dr. António Augusto da Silva Martins/ Estrada Nacional 2 e à Avenida Avelar Machado/ Estrada Nacional 118, uma bolsa de estacionamento rodoviário junto às instalações da nova Unidade de Saúde Familiar do Rossio ao Sul do Tejo e o reordenamento da zona envolvente à Estação Ferroviária de Abrantes.
Conta ainda com a beneficiação física das instalações do Polidesportivo do Rossio ao Sul do Tejo e da Estação de Canoagem, a valorização urbanística da zona a Norte do Campo de Futebol e a conclusão das obras de construção de um edifício na Avenida Professor Egas Moniz, para disponibilizar a custos controlados. Previstos estão também vários incentivos fiscais e tributários de apoio aos proprietários de imóveis dentro da ARU, que necessitem de ser reabilitados.
Segundo a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), “este é um planeamento estratégico a médio prazo até para nos prepararmos para o pós 2020 e um outro ciclo de regeneração urbana e de incentivo”. A autarca, embora considere “fundamental o investimento público no sentido de dotar o território das melhores condições para que os privados possam acompanhar esse esforço”, afirmou que “a partir do momento que seja aprovado em definitivo esta ARU, a carteira de incentivos tributários e fiscais ficará disponível para os privados que queiram iniciar o seu processo de recuperação de imóveis”.
Depois do PERU, aprovado nesta última reunião do executivo municipal, o documento deverá de seguida ser remetido ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana I.P. para emissão de parecer não vinculativo e submetido a discussão pública.

Reabilitação urbana de Alferrarede e Rossio só a partir de 2021

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