Ambientalismo político recicla projectos deitados ao lixo
Estrondeante Serafim das Neves
Os assuntos ambientais estão cada vez mais na moda e os cidadãos que querem fazer alguma coisa para salvar o planeta são cada vez mais. Como não podia deixar de ser os políticos estão na primeira linha.
A palavra de ordem é reduzir, reutilizar, reciclar e está a ser cumprida à risca pelos autarcas da região. O investimento foi reduzido à sua expressão mais simples, o que já estava feito está a levar uns retoques para continuar a ser reutilizado e os velhos projectos que nunca passaram do papel estão a ser reciclados.
Li ontem que, no âmbito dessa reciclagem, a Câmara da Barquinha tem um projecto para um Bioparque feito a partir da reciclagem de um outro, que chegou a ser anunciado como parque de diversões tipo Disneylândia, já lá vão uns bons vinte anos.
Trata-se de uma reciclagem de alto gabarito a começar pelo nome Bark, que é modernaço como convém e dá um toque internacional à coisa. Além disso, uma vez que Bark significa latir ou ladrar, é bem provável que este Bioparque ladrador, digamos assim, desperte, através dos seus latidos, a vontade dos decisores de para ali canalizarem umas massas da União Europeia.
No Entroncamento, o actual presidente, Jorge Faria (PS), também reciclou um projecto do seu antecessor, Jaime Ramos (PSD) e está a fazer uma nova sala de espectáculos. Na Chamusca, como já há um grande parque de reciclagem de todo o tipo de resíduos, a câmara municipal, fugiu à política dos três erres e optou por gastar à bruta, cerca de dois milhões de euros num parque, não biológico mas escolar. Mas atenção, só o fez...e mesmo assim aos tropeções, porque a quase totalidade do dinheiro veio dos famosos fundos comunitários que são, como se sabe, a única coisa para que presta a União Europeia.
E sobre a União Europeia e as eleições europeias de Maio, não te admires se durante a campanha eleitoral aparecerem, como é hábito, alguns candidatos a defenderem a reciclagem da mesma, transformando-a um mero centro de distribuição de dinheiro a fundo perdido.
Quando se fala de Sopa de Pedra, o pessoal aqui da região pensa nos restaurantes de Almeirim mas o pessoal estrangeiro, nomeadamente de Lisboa, Faro, Braga ou Freixo de Espada à Cinta, pensa logo num grupo de dez mulheraças do Porto que, desde 2012, canta à capella canções de raiz tradicional tipo, “Ó minha Amora Madura” ou “Adeus ó Serra da Lapa” e que recentemente reeditou o seu primeiro disco.
O grupo já foi em 2012 ao Festival Bons Sons à aldeia de Cem Soldos, Tomar mas que eu saiba nunca foi a Almeirim, nem a umas Festas da Cidade nem a um festival da Sopa da Pedra. Será que o presidente da Câmara tem medo que alguém se engane e tente morder as cantoras em vez dos ingredientes daquele prato típico?
Já agora que estou a falar de Almeirim quero elogiar a iniciativa do presidente da câmara, Pedro Ribeiro, de comprar carradas de rosas para os restaurantes oferecerem às senhoras no dia dos namorados.
E quero elogiar também a criatividade de alguns desses restaurantes que optaram por usar as rosas vermelhas para promover as famosas “caralhotas”, não as pondo dentro de água para que elas quando fossem oferecidas, tivessem as cabecinhas, digamos assim, todas murchas. Não perguntei mas presumo que a ideia era ver se alguma rosa passava de murcha a erecta quando chegava às mãos de alguma cliente... mais fresca, digamos assim.
E termino com a constatação de que o Ribatejo ainda é o que era. Sendo 14 de Fevereiro dia dos namorados e não apenas das namoradas, o comprador das rosas, teria, se estivesse em Lisboa, por exemplo, praticado um acto discriminatório ao não comprar também uma prenda para os homens. Estando no Ribatejo tem que ser elogiado por ter defendido a tradição... marialva!!
Alegres saudações
Manuel Serra d’Aire
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