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Utilização de glifosato em Torres Novas volta a gerar polémica

A empresa SUMA colou avisos informativos onde referia que se previa a utilização do químico que está interdito na cidade desde Outubro de 2018.

Edição de 24.07.2019 | Economia

A utilização do químico glifosato na limpeza urbana está a levantar nova polémica em Torres Novas. A empresa SUMA, que assegura a limpeza na cidade, tem no seu caderno de encargos a utilização desse produto e colou avisos informativos pela cidade onde referia que se previa a aplicação desse químico. O tema chegou à última sessão da assembleia municipal pela voz do próprio presidente desse órgão, José Trincão Marques (PS), bem como por eleitos da CDU e do BE, que mostraram preocupação com a reutilização desse químico, que estava interdito desde Outubro de 2018.
A Câmara de Torres Novas garantiu entretanto que o caderno de encargos da SUMA está já a ser alterado para se proceder à substituição do glifosato por outro químico. Não são conhecidos os valores de custo desta alteração, mas ficou de novo decidido que o glifosato não será utilizado na cidade.
Pedro Ferreira, presidente da Câmara de Torres Novas, explicou que tudo se deveu a não querer demorar mais tempo na transferência dos serviços entre a Ferrovial Serviços (empresa que prestava esse serviço até 2016) e a SUMA. “O caderno de encargos da SUMA manteve-se durante todo o processo judicial para não ser inviabilizado pelo Tribunal de Contas, mas a empresa já estava avisada que o glifosato seria para retirar”, referiu o autarca.
Recorde-se que o processo chegou ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, porque a Ferrovial contestou o concurso ganho pela SUMA. O serviço de recolha e transporte de lixo e a limpeza urbana foram transferidos em 2002 pela Câmara de Torres Novas para a empresa privada Ferrovial, mas em 2016 foi aberto um concurso internacional ganho pela SUMA. A Ferrovial contestou em tribunal essa decisão. O processo só teve fim em Maio de 2019, tendo sido atribuído o serviço à SUMA.

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