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No apoio social os sorrisos das crianças valem mais do que os números
Santana Lopes visitou casa de acolhimento de crianças em risco em Aveiras de Cima

No apoio social os sorrisos das crianças valem mais do que os números

Santana Lopes visitou centro de acolhimento em Aveiras de Cima para conhecer o trabalho da Casa do Pombal “A Mãe”, que alberga 17 crianças e jovens em risco.

Edição de 24.07.2019 | Sociedade

O antigo primeiro-ministro e líder do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, escolheu a Casa do Pombal “A Mãe”, em Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, para arrancar o programa temático daquele partido que o irá levar a diversas instituições de solidariedade do país. O político visitou na manhã de terça-feira, 16 de Julho, a Casa do Pombal e ficou a conhecer na pele algumas das histórias de vida complicadas das crianças ali institucionalizadas. A Casa do Pombal é um centro de acolhimento de crianças dos zero aos 12 anos que são vítimas de maus-tratos, abandono, desamparo, exclusão social e que se encontram em situações susceptíveis de colocar em perigo a sua segurança, saúde, educação e formação.
Cada criança tem uma história triste para contar e Santana Lopes ouviu-as quase todas, incluindo a de um rapaz sul-africano que não fala português e que foi deixado pela mãe ao cuidado de uma família que depois o abandonou. O também ex-provedor da Misericórdia de Lisboa brincou com os jovens, jogou à bola, prometeu oferecer uma consola de jogos à casa onde habitam e, no fim, almoçou com toda a equipa.
No mundo do apoio social os sorrisos são muitas vezes mais importantes que os números, confessou o anfitrião, padre António Cardoso, ao líder do Aliança. Lembrou ainda que cada criança custa em média seis mil euros por ano à instituição e que os apoios dados pela câmara e pelo Estado, embora existentes, são muito baixos.
Santana Lopes, à margem da visita, defendeu a O MIRANTE a necessidade de uma melhor distribuição das verbas estatais que apoiam estas instituições. “Efectuam uma obra extraordinária e por isso o estado tem obrigação de comparticipar mais”, disse, ao mesmo tempo que considerou notável o trabalho feito na Casa do Pombal.
“Aqui há muitas pessoas que vivem no limiar da pobreza ou abaixo disso. O papel das organizações e da comunidade é essencial. Portugal tem de se convencer que este tipo de organizações existe para apoiar quem precisa”, frisou. Santana Lopes defendeu a criação de um banco nacional de voluntariado e a necessidade do Estado começar a fazer uma distinção em função dos rendimentos na hora dos apoios às famílias. “Não se deve ajudar todos por igual porque há quem não precise e assim conseguia-se apoiar mais quem tem mais dificuldades”, defendeu.

No apoio social os sorrisos das crianças valem mais do que os números

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