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Já foi abaixo o prédio da Rua de Santa Margarida que faltava demolir
Autarquia e proprietário chegaram a acordo quanto à indemnização

Já foi abaixo o prédio da Rua de Santa Margarida que faltava demolir

Intervenção no topo da encosta de Santa Margarida, em Santarém, estava condicionada por esse entrave, resultante da contestação do proprietário de um dos apartamentos.

Edição de 23.10.2019 | Sociedade

Já foi demolido o último dos prédios da Rua de Santa Margarida, em Santarém, que tiveram de ser eliminados no âmbito da empreitada de consolidação da encosta de Santa Margarida. A demolição desse edifício esteve num impasse devido à contestação do proprietário de um dos apartamentos que não aceitou as condições propostas pela Câmara de Santarém para a expropriação da sua fracção.
O município ofereceu 75 mil euros pelo apartamento mas o morador exigia no mínimo 115 mil euros, (o preço que pagou pelo apartamento para onde entretanto se mudou). Em Julho, o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), disse que esse valor já tinha sido depositado à ordem do morador e que a autarquia já tinha o auto de posse administrativa do imóvel, pelo que iria avançar para a demolição do edifício. O que se veio a verificar.
Com os prédios previstos todos demolidos, a obra pode avançar agora no topo da encosta de Santa Margarida, que já foi objecto de obras de consolidação dos taludes visando a segurança da circulação rodoviária no troço da Estrada Nacional 114 que liga Santarém à Ribeira de Santarém.
Em Abril de 2017, o executivo da Câmara de Santarém aprovou por unanimidade requerer junto da Direcção-Geral das Autarquias Locais a declaração de utilidade pública, “com carácter de urgência”, para tomar posse administrativa dos imóveis entre os números 7 e 31 da Rua de Santa Margarida, “mediante o pagamento de uma justa indemnização”.
Na altura, a Câmara de Santarém previa pagar um total de 382 mil euros pela expropriação desses prédios no centro histórico da cidade. Ao todo foram oito os proprietários envolvidos. Alguns dos prédios ainda eram habitados, enquanto outros encontravam-se devolutos e degradados.
Recorde-se que a encosta de Santa Margarida está a ser objecto de uma intervenção profunda, resultante do deslizamento de terras que se verificou em Agosto de 2014 e que motivou o encerramento ao trânsito de um troço da EN114 entre Santarém e a Ribeira de Santarém durante cerca de cinco anos. O trânsito foi entretanto restabelecido, mas apenas no sen tido descendente.

Já foi abaixo o prédio da Rua de Santa Margarida que faltava demolir

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