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Deputada do BE não deve fazer perguntas ao acaso conforme a disposição do momento


A deputada do Bloco de Esquerda eleita pelo círculo de Santarém, Fabíola Cardoso, anunciou que, por estar preocupada com o que diz ser “a sucessão de acidentes de trabalho na empresa intermunicipal Resitejo”, tinha enviado, a 30 de Janeiro, algumas perguntas ao ministro do Trabalho sobre inspecções feitas naquela empresa por parte da Autoridade das Condições de Trabalho, quais os resultados e que medidas pretende o Governo tomar junto da Resitejo com vista a combater a sinistralidade laboral.
A deputada confessava que as suas perguntas eram suscitadas por “notícias relatadas ao longo dos anos pela imprensa regional” e perante esta situação acho que o trabalho desta deputada é muito fraco e, neste caso, centrado numa empresa, dando a entender, sem fundamentar, que será um exemplo negativo no âmbito da segurança no trabalho.
Numa reportagem publicada em Maio do ano passado, em O MIRANTE, era dito que, em 2018, em todo o país, se tinham registado 337 acidentes de trabalho graves e 131 acidentes mortais, sendo que na região tinham sido 15 acidentes de trabalho graves e 6 mortais.
A deputada Fabíola Cardoso não é deputada de Santarém, como bem sabe. Foi eleita pelo círculo de Santarém mas é deputada a nível nacional. Se em 2018 houve 131 acidentes de trabalho mortais, ela deveria procurar saber o que aconteceu o ano passado e até este ano.
E deveria tentar perceber se a empresa que mais merece a sua atenção em termos de segurança no trabalho, seja a nível nacional ou da região, é a Resitejo. E as perguntas ao ministro, deveriam ser sobre a situação nacional ou, caso se justificasse, sobre a região com maior incidência de acidentes. Disparar perguntas à toa, faz-me lembrar o pedagogo João dos Santos, já falecido, e uma frase sua, que serviu para título de um programa de rádio. “Se não sabe porque é que pergunta?”
José Luís Terça Carrapato

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