Sociedade | 23-08-2023 10:31

Nersant perdeu quase metade da equipa mas acaba de ganhar um novo líder

Nersant perdeu quase metade da equipa mas acaba de ganhar um novo líder
António Pedroso Leal é o novo líder da Nersant

António Pedroso Leal é o novo presidente da Nersant. Domingos Chambel não se recandidatou depois de um mandato que foi um desastre ao nível da gestão e dos conflitos internos.

Nersant foi a votos na tarde da passada segunda-feira, 21 de Agosto, para eleição dos novos corpos gerentes para o próximo triénio. A lista liderada por António Pedroso Leal ganhou sem surpresas uma vez que não teve nenhuma lista concorrente. O MIRANTE esteve em contacto com a Nersant na tarde de terça-feira, dia de fecho de edição, mas não foi possível obter o resultado da votação. Domingos Chambel deixa uma associação à deriva, depois de um mandato em que nunca conseguiu sequer implementar um modelo de gestão. Só com a saída de António Campos, antigo director executivo, Domingos Chambel tentou dar um ar da sua graça contratando um gestor da sua confiança, mas a gestão de conflito acabou por estragar todos os seus planos. Em quase três anos de trabalho, Domingos Chambel e a sua equipa zangaram-se ao ponto de vários elementos terem pedido a demissão. As situações mais caricatas passaram-se com o tesoureiro da direcção que era ao mesmo tempo um dos sócios maioritários da Nersant Seguros. A gestão deste dossier acabou num desastre para a associação com José Coimeiro a fazer valer a sua importância como accionista e a tirar o tapete a Domingos Chambel que tinha indicado António Rodrigues para representar a direcção. A saída de António Campos dois anos depois da tomada de posse desta direcção explica também o fracasso da sua gestão. Domingos Chambel queria implementar um novo modelo de gestão, mas não sabia como funcionava o antigo. Só quando António Campos se despediu com justa causa, Domingos Chambel começou a frequentar o seu gabinete e a tentar organizar a casa. Já foi tarde; os conflitos com os vários membros da sua equipa, a falta de estratégia e de entendimento para gerir a tesouraria da Nersant, os despedimentos em massa que resolveu fazer tornaram a Nersant ingovernável.
Na passada segunda-feira, dia de eleições e aparentemente do início de uma nova vida para a Nersant, O MIRANTE falou com dois dirigentes do conselho geral, que foram convidados a continuar nos órgãos sociais com um telefonema de “uma menina da área administrativa”. “Esta forma de convocar empresas para compor os órgãos socais é um bom espelho da forma como Domingos Chambel geria a anterior equipa, e como ajudou a formar a nova, agora liderada por António Pedroso Leal”, disse a O MIRANTE um dos antigos membros da direcção.
Outra das apostas falhadas de Domingos Chambel foi a criação de três vices na sua direcção. O mandato acabou sem um deles, e o outro nem foi convocado para a nova lista. Domingos Chambel queria uma direcção onde os vice-presidentes dividissem o trabalho com ele, mas a falta de um modelo de gestão e o estado de negação com a presença de António Campos na equipa, nunca lhe permitiram saber como é que a Nersant funcionava e muito menos como é que deveria organizar-se de outra forma.
O MIRANTE falou com António Campos para que explicasse as pressões e as desconsiderações que terá sofrido para se despedir com justa causa, mas o ex-director executivo pediu desculpa por não poder falar, uma vez que tem processos em Tribunal de Trabalho contra a Nersant, para além de uma queixa por difamação contra Domingos Chambel.

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