Outro dia percebi que desaparecer ficou mais fácil do que explicar. Não falo daquele desaparecimento teatral, com mala à porta, carta dobrada sobre a mesa( : ) Falo de outro, mais discreto, quase educado, em que uma pessoa vai se retirando da vida da outra sem fazer ruído. Continua presente em alguns lugares, mas já não habita. Comparece, mas não chega. Sorri, mas não se oferece. Diz frases corretas, dessas que não comprometem ninguém, e deixa no ar uma espécie de adeus sem assinatura.