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Sabores sobre rodas

A moda do street food veio para ficar e Santarém não ficou de fora. O Jardim das Portas do Sol recebeu no fim de semana a segunda edição do Street Food In, que teve como tema “Sabores do Mundo” e contou com 12 veículos.

Cachorro doce com chocolate Kit Kat barrado com Nutella ou framboesa é a novidade do reboque “Água na Boca” de Diogo Santos, 23 anos, e de Cátia Santos, 25 anos, e esteve em destaque na segunda edição do Street Food In, que decorreu no Jardim das Portas do Sol, em Santarém, nos dias 28, 29 e 30 de Julho. O negócio tem quatro meses e surgiu por iniciativa de Cátia, tendo contado desde logo com o apoio do marido, Diogo Santos. Já a escolha de se vender o cachorro quente foi tomada em conjunto. “Como fazíamos muitos cachorros quentes em casa, pensámos: por que não experimentar? É uma coisa que sai muito, os miúdos gostam e os pais vêm por arrasto e acabam por consumir”, explica Cátia Santos.
A trabalharem no Cartaxo e na Azambuja, o jovem casal confessa que se tem deslocado, sobretudo, a eventos de street food apenas aqui na região, também porque, referem, “se formos para mais longe não temos condições para dar vazão aos pedidos”.
Se os mais novos preferem o “clássico”, com salsicha, batata palha e molhos, já os mais velhos aderem mais ao “especial” que, para além da batata palha, leva também molho de cebola caramelizada, alface, bacon, milho, cenoura, azeitonas e queijo. Em relação ao segredo dos cachorros quentes, Cátia admite que “está no pão que é comprado a um fornecedor e não nos supermercados”.
Mais à frente está o “Chicken and Chips”. De Jorge Henriques, 34 anos, e Filipa Leitão, 35 anos, o veículo vende, sobretudo, panados de frango e batatas fritas. O negócio surgiu depois de Jorge ficar desempregado e de a sua esposa, Filipa Leitão, querer mudar de profissão. Quanto à escolha do nome e o facto de ser inglês, a jovem empreendedora explica que se fosse ‘Frango e Batatas’ não soava tão bem, para além de que chama a atenção e fica no ouvido”.
Este é o 17.º evento em que participam depois de estarem, nomeadamente, em Rio Maior, Lisboa e no Algarve, mas o objectivo, dizem, é irem “para além-fronteiras”. Aventuras é o que não falta a este casal do Cartaxo. A última, contam, foi em Lisboa em que, em duas horas e meia, esgotaram tudo o que tinham levado para todo o fim-de-semana. “Depois tivemos de ir às compras, num instante, aos fornecedores buscar coisas para repor o stock”, adianta a cartaxense. Em relação ao segredo, conta que “está no panado do frango”.
E porque o street food é também para os mais gulosos, encontramos Sara Silva, de 24 anos. De Alguber, concelho do Cadaval, a jovem, juntamente com a tia, Alexandra Rêgo, dedicam-se aos “Fofos da Rainha” há cerca de um ano e meio. E, tal como o nome insinua, a especialidade é mesmo o fofo da Rainha, um bolo pão-de-ló de chocolate em que no seu interior tem uma mousse. Um negócio que surgiu no mercado das Caldas da Rainha. O segredo do sucesso do bolo, confessa, está na receita original da sua tia que depois se pode conjugar com várias coberturas. Mas não só de doces vive o “Fofos da Rainha”. O negócio também conta com outras especialidades. O choco frito é uma delas. Uma recriação do prato de Setúbal que tem trazido muitos clientes ao seu veículo.

Contratempos não mancharam êxito da iniciativa

A segunda edição do Street Food In Str foi muito comentada na reunião do executivo camarário realizada esta terça-feira, 1 de Agosto, em parte devido ao apagão registado na noite de sexta-feira na zona do Jardim das Portas do Sol que obrigou ao reforço de potência eléctrica no local. Uma circunstância a que o município diz ser alheio e que ficou sanada nessa mesma noite, após intervenção técnica de recurso.
A vereadora Paula Canavarro (PS) disse que se devem tirar ilações desse contratempo para que não se volte a repetir no futuro. Por sua vez, o vereador Celso Braz não gostou de ver os músicos a actuarem no fundo do pequeno anfiteatro junto o local onde estiveram estacionadas as carrinhas de comida e sugeriu que, em futura edição, os espectáculos e as carrinhas pudessem ser transferidos para junto do anfiteatro maior, que se encontra à entrada do jardim, junto ao restaurante aí existente. Sugeriu ainda que fossem garantidos transportes públicos entre as Portas do Sol e o centro da cidade para facilitar o acesso ao evento.
A vereadora da Cultura, Susana Pita Soares (PSD), referiu que apesar de alguns imprevistos o festival foi um sucesso e que começa a ficar bem cotado junto dos operadores do sector, imformando que este ano tiveram de deixar de fora cinco interessados. O que leva o presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), a dizer que a tendência será para expandir o evento, que já começa a ganhar notoriedade para lá das fronteiras do concelho. “Para o ano será maior e com mais impacto”, afirmou o autarca.
Também o vereador Luís Farinha (PSD) realçou a importância deste tipo de eventos para potenciar a atractividade turística do concelho.

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