
Cristina Branco diz que novo CD reflecte o seu crescimento musical
“Branco” é o mais recente registo da cantora de Almeirim
O novo álbum de Cristina Branco, “Branco”, editado na sexta-feira, 23 de Fevereiro, revela, segundo a cantora de Almeirim, um crescimento na música e “uma libertação”, até porque sente “necessidade” de se libertar “de uma certa carga”.
Em declarações à agência Lusa, Cristina Branco afirmou que o CD reflecte o “correr dos anos e a experiência” que foi adquirindo e, não tendo nenhum fado no seu alinhamento, a intérprete afirmou que se sente agora “muito mais fadista” e mais atenta ao lado lúdico da música.
“Este CD tem uma leitura mais desprendida, muito mais leve do que eu e a minha geração [encaramos a música]”, disse a cantora, referindo que reflecte o que tem sentido, “à medida em que o tempo vai passando”, e acrescentou: “Preciso de me libertar de alguma carga, é importante, eu nasci para a música de uma forma mais séria”.
O álbum é constituído por 12 temas, entre eles “Armadilha”, de Sérgio Godinho, um dos autores favoritos da cantora. Filipe Sambado, André Henriques, Filho da Mãe, Kalaf Epalanga, Mário Laginha, Luís Figueiredo e Luís Severo são outros dos autores e compositores que interpretam e que a ensinam a ser mais livre, como afirmou à Lusa.
Questionada sobre a ausência formal do fado no alinhamento, Cristina Branco retorquiu: “O fado está cada vez mais presente naquilo em que eu acredito na música, (…) só que eu não preciso do fado, não preciso de o cantar para eu, de alguma maneira, me encontrar com essa matriz”.
Além de Bernardo Couto na guitarra portuguesa, acompanham a cantora os músicos Bernardo Moreira, no contrabaixo, Luís Figueiredo, no piano, na guitarra “Rhodes”, no um teclado electrónico e nas percussões.
A produção foi de Pedro Trigueiro. “Branco”, na opinião da sua intérprete, é “um CD incrivelmente social, fala de homens e de mulheres, de personalidades, de uma forma desnudada, não há meias tintas, fala da atualidade, fala do hoje e do agora, fala daquelas pessoas de uma maneira crua, sem preconceitos”.

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