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Hospital CUF Santarém ensina população a prestar socorro em situações críticas
O Jardim das Portas do Sol acolheu a sessão de Suporte Básico de Vida

Hospital CUF Santarém ensina população a prestar socorro em situações críticas

Os primeiros cinco minutos são determinantes em casos de paragem cardiorrespiratória. Profissionais de saúde estiveram em Santarém a mostrar a mais de uma centena de pessoas os procedimentos para salvar vidas.

Edição de 23.10.2019 | Sociedade
“Cuidarmos uns dos outros” é o lema da equipa de formadores da CUF

Os primeiros cinco minutos são fundamentais para salvar a vida de uma pessoa que entre em paragem cardiorrespiratória ou para minimizar as sequelas que possam ficar, nomeadamente paralisias que podem levar ao acamamento. Em Portugal são poucos os cidadãos que sabem o que fazer numa situação destas e essa lacuna motivou o Hospital CUF Santarém a oferecer uma aula de Suporte Básico de Vida (SBV), onde mais de uma centena de pessoas marcou presença. A aula decorreu no sábado, 12 de Outubro, no Jardim das Portas do Sol, em Santarém, com o rio Tejo como pano de fundo. Sinal de vida, como referiu um dos formadores. E foi isso mesmo que os profissionais da CUF quiseram transmitir: passar vida de uns para os outros.
Joaquim Simões, formador e coordenador da iniciativa, revela que a CUF pretende ir mais longe do que apenas salvar vidas. “Hoje a nossa máxima é salvar vidas com o máximo de qualidade possível. Se ninguém fizer nada a uma pessoa que entre em paragem cardiorrespiratória nos primeiros 10 a 15 minutos a equipa de socorro pode conseguir salvar a vida, mas vamos ter uma pessoa que vai ficar com sequelas, que grande parte das vezes pode ficar inválida e acamada”, diz o especialista.

Crianças também podem ajudar
Para além do “cuidarmos uns dos outros”, uma das frases mais repetidas nessa manhã, há que ter também em consideração o ponto de vista económico. “Parece um pouco duro estar a falar nestes termos, mas é a realidade: quantas mais pessoas ficarem acamadas, mais custos para a sociedade acarretam, pois vão ficar inválidas, sem poder trabalhar e dar o seu contributo, e seremos todos nós a suportar essas limitações”, enquadrou o técnico.
Motivos mais que suficientes para nunca ser cedo demais o início da transmissão de noções de SBV. Entre os presentes estavam crianças a partir dos oito anos, que levaram consigo ferramentas para poder acudir no caso de uma pessoa cair inanimada. “Fazemos formações com crianças a partir dos cinco anos. Se souberem, no imediato, reconhecer que a pessoa está inanimada e não respira, conseguirem chamar ajuda, nomeadamente o 112, já é muito bom, porque estão já sensibilizadas para o passo seguinte, as manobras de reanimação”.
A primeira acção passa sempre por certificar que a pessoa não está consciente e não está a respirar. Gritar por socorro e telefonar para o 112 são os passos seguintes e iniciar para as manobras de reanimação é o passo primordial que pode ajudar a salvar uma vida, enquanto os técnicos de saúde não chegam ao local. Com manequins preparados para o efeito foram estes passos que os participantes aprenderam a executar. A par do SBV foi também ensinado a colocar uma pessoa na Posição Lateral de Segurança (PLS) e como agir em caso de engasgamento.
Alguns alunos que frequentam o 2º ano do curso técnico de Auxiliar de Saúde, da Escola Segundária Sá da Bandeira marcaram presença e saíram satisfeitos. “Uma vez assisti a uma pessoa a entrar em paragem cardiorrespiratoria e não sabia o que fazer. Senti-me um pouco desiludida por não conseguir ajudar. O senhor acabou por falecer no hospital”, contou Inês Pólvora, uma das alunas. “Esse foi um dia que me marcou e por isso estou aqui hoje e já saio daqui a saber o indispensável para conseguir ajudar a salvar uma vida”, diz.
A aula decorreu entre as 09h30 e as 12h00 e todos os participantes receberam um certificado de participação. A redacção de O MIRANTE também marcou presença nesta acção da CUF.

Hospital CUF Santarém ensina população a prestar socorro em situações críticas

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