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Visita ao Parque Ambiental de Santa Margarida acabou no hospital
foto DR Celeste Cruz partiu duas vértebras do pescoço

Visita ao Parque Ambiental de Santa Margarida acabou no hospital

Mulher caiu em escadas íngremes e sem protecção que dão acesso ao auditório e lavabos da ecoteca. A filha pediu explicações à Câmara de Constância e descobriu que a autarquia não tem seguro de responsabilidade civil que cubra acidentes “por causas naturais”.

Edição de 23.10.2019 | Sociedade
Acesso às escadas foi provisoriamente barrado com uma secretária e duas cadeiras

Quando Tânia Lopes, acompanhada pela mãe e pela pequena filha de três anos, decidiram passar a tarde de sábado, 21 de Setembro, no Parque Ambiental de Santa Margarida, em Constância, estavam longe de imaginar que o passeio ia acabar mal.
Depois da visita ao espaço que inclui zona arborizada, parque infantil e borboletário tentaram proteger-se na ecoteca da chuva que começava a cair. Nesse espaço onde se encontra informação ambiental, com um espaço de Internet e posto de leitura, estavam também as duas funcionárias do parque de quem a mãe de Tânia, Maria Celeste Cruz, se quis despedir antes de regressar à Chamusca. Com a distracção da despedida falhou o caminho da saída e acabou por cair no fosso das escadas de acesso aos lavabos e ao auditório, mesmo junto ao caminho de saída e sem qualquer protecção ou aviso de perigo.
Celeste Cruz caiu desamparada pelas escadas ficando com hematomas por todo o corpo e com uma hemorragia na cabeça. Os Bombeiros de Constância chegaram rapidamente, mas os dois elementos da corporação não foram suficientes para a retirar do fosso com cerca de 2,5 metros de profundidade. Com um reforço de mais dois homens conseguiram retirá-la e levá-la à urgência do Hospital de Abrantes.
Celeste, de 63 anos, permaneceu no hospital mais de 24 horas tendo feito diversos exames à cabeça e à coluna. Do acidente resultaram duas vértebras partidas no pescoço e um hematoma na cabeça, que, de acordo com Tânia, está a alastrar à vista.
Indignada com o sucedido, a filha pediu explicações junto dos responsáveis pelo espaço. Queria saber se existia algum seguro que ajudasse a cobrir as despesas e também alertar para o perigo que representa aquela escadaria num local frequentado por muitas crianças. O acesso às escadas acabou por ser posteriormente barrado de forma provisória com uma secretária e duas cadeiras.

Seguro não cobre acidentes por causas naturais
O município dispõe de um seguro de responsabilidade civil que cobre os acidentes que surjam nos equipamentos municipais causados directamente pela má conservação ou manutenção dos espaços – “o que não é o caso em análise. A senhora desequilibrou-se por causas naturais e caiu”, refere Sérgio Oliveira, presidente da Câmara de Constância, a O MIRANTE. Questionado sobre a possibilidade de ressarcir de alguma forma a vítima ou a sua filha que ficou de baixa para assistência à família, Sérgio Oliveira não deu qualquer resposta.
Desde que foi inaugurado, em 2001, o Parque Ambiental de Santa Margarida tem registo de três acidentes naquele local. Para evitar mais acidentes o município irá ali colocar um gradeamento amovível.

Visita ao Parque Ambiental de Santa Margarida acabou no hospital

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