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Abate de árvores gera contestação em Castanheira do Ribatejo
Moradores dizem que as árvores foram abatidas sem critério mas a câmara municipal nega essa ideia

Abate de árvores gera contestação em Castanheira do Ribatejo

Edição de 25.12.2019 | Sociedade

As árvores que estavam na Rua do Convento e na Avenida Luiz César Rodrigues Pereira, em Castanheira do Ribatejo, foram cortadas nos últimos dias, o que gerou descontentamento entre os moradores. “Uma dessas árvores albergava diariamente milhares de pássaros e foram abatidas sem se perceber porquê”, refere o morador António Peixoto a O MIRANTE.
A Câmara de Vila Franca de Xira justifica a medida explicando que as árvores “não se encontravam em boas condições fitossanitárias devido à realização de podas incorrectas, podendo a não intervenção da autarquia vir a pôr em causa a segurança de pessoas e bens”. Noutros casos, diz a autarquia, foi a EDP a reportar aos serviços municipais que a existência de árvores próximas de uma linha eléctrica de baixa tensão poderia provocar algum incidente.
A iniciativa surpreendeu a população que não vê motivos para se abaterem dezenas de árvores que eram abrigo para centenas de pássaros. “Agora andam aqui a voar à procura dos ninhos que foram destruídos. É uma tristeza o que fizeram”, diz outra moradora. Alguns vizinhos referem que nalguns casos o abate foi motivado por queixas de outros moradores por taparem o sol e causarem problemas nas canalizações. Mas não acreditam que o abate fosse a única solução em todas as situações. “Vi-os da minha janela a chegar, olhar para as árvores e marcá-las com um ‘X’ para no dia seguinte serem cortadas. Não parecia haver grande critério”, diz António Peixoto.
O município garante que as operações assentam “sempre na avaliação técnica das condições fitossanitárias de cada elemento arbóreo ou no contexto de intervenções de requalificação urbanística em que tais acções se verifiquem ser imprescindíveis”. Em substituição das árvores abatidas, avança a autarquia, “está prevista a plantação de elementos arbóreos na zona envolvente ao Rio Grande da Pipa e nos arranjos urbanísticos da Quinta dos Anjos”, podendo também vir a ser plantadas outras espécies de pequeno porte nos locais onde estas foram abatidas.
Também Luís Almeida, presidente da União de Freguesias de Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras revela alguma indignação. “Começaram a abater árvores em Outubro e, até à data, apesar de solicitado, ainda não nos foi disponibilizado o plano de abate”, afirma. O autarca concorda que as árvores que não estão em condições fitossanitárias devem ser abatidas, mas defende a sua substituição ou replantação noutro local, onde não provoquem danos e incómodos no espaço público.
O caso já foi abordado quando, em Outubro passado, a Câmara de Vila Franca de Xira cortou algumas árvores na Urbanização São José do Marco por representarem riscos para a segurança dos moradores e integridade estrutural dos edifícios envolventes. Na altura também alguns moradores e os vereadores da CDU levantaram a questão em reunião pública do executivo municipal.

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