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Casas históricas à venda na Chamusca mas sem compradores
Chamusca tem verdadeiros palácios à venda por preços convidativos mas pouca gente tem feito negócio

Casas históricas à venda na Chamusca mas sem compradores

A Chamusca tem algumas casas de família à venda que são uma boa demonstração da crise que se vive em termos de fixação de população. Há casas para todos os gostos mas as vendas são residuais. Quem quiser mudar para o campo tem na Chamusca o melhor lugar para viver e investir.

Edição de 25.12.2019 | Sociedade

A Chamusca atravessa o seu pior momento a nível imobiliário. Todos os anos a vila perde população e todos os dias a falta de pessoas acentua a crise no comércio local que tem de fechar por falta de clientes.
Neste momento a freguesia da Chamusca tem cerca de uma centena de casas à venda. Entre elas existem muitas com história como é o caso da moradia onde viveu Maria Manuel Cid, mais conhecida por Dona Nani, que era uma mulher dedicada a causas sociais e chegou a ser vereadora do CDS na Câmara da Chamusca.
A casa representa as típicas moradias apalaçadas da segunda metade do século XVIII e conta com um conjunto de painéis de azulejos onde está incluída a habitual figura “de convite” masculina da época (“muscadin” janota) e um painel com a única figura “de convite” feminina conhecida em Portugal, praticamente em dimensão real. A casa da Dona Nani está associada a figuras históricas, nomeadamente um general francês que a terá utilizado para sua residência e quartel-general, quando ocorreram as Invasões Francesas. É uma casa que se não for vendida vai perdendo valor tendo em conta a necessidade de obras de recuperação. A casa da D. Nani está a ser comercializada por 490 mil euros.
A casa de Manuel Eduardo Tecedeiro, outra figura já desaparecida, fica situada no centro da vila e sofreu obras de reparação há poucos anos. É uma casa diferente e sem igual na vila, com um pátio à espanhola e conta com 11 divisões no rés-do-chão, 10 no 1º andar e três nas águas furtadas bem como com um conjunto de dependências no exterior que serviram em tempos de cavalariça, palheiro e armazéns. No total a casa tem uma área total de 1043,5 m2 e está à venda por 320 mil euros.
Num dos pontos altos da vila está a moradia de Paulo Leitão, um advogado da Chamusca. De arquitectura contemporânea tem uma vista privilegiada sobre a lezíria ribatejana. Tem cinco quartos, três casas de banho, uma está equipada com jacuzzi, um amplo jardim com piscina e um elevador. Com uma área de terreno de 2.591 m2 é a casa mais cara da Chamusca com um preço de 670 mil euros.
Perto do heliporto da Chamusca e também com uma vista privilegiada sobre a lezíria está outra moradia, de arquitectura moderna, com área de construção de 400 m2 e um terreno de mais de 2.000 m2. A casa tem uma suite e mais três quartos, um ginásio, sala, uma biblioteca, cozinha e sala de refeições em open space e terraços comuns a todas as divisões da casa. Custa cerca de 300 mil euros.
Ainda fora do centro da vila, também perto do Senhor do Bonfim, o ponto mais alto da vila, está à venda uma moradia com 10 boxes para cavalos, um picadeiro aberto e uma piscina. Esta casa custa cerca de 400 mil euros.
Apesar da crise uma das moradias mais emblemáticas da vila terá sido vendida recentemente. Era propriedade dos herdeiros de Maria José Guimarães e fica na parte baixa da vila ao lado do “Bairro Azul”. Há cerca de quatro décadas ficou quase destruída devido a um incêndio, mas entretanto foi recuperada e parece já ter novo dono. O que corre na terra é que terá sido comprada por alguém que quer fazer turismo de habitação.
No miradouro de Nossa Senhora do Pranto esteve à venda, até ao final de Novembro, uma casa de arquitecto como não existe mais nenhuma na Chamusca. É propriedade da ex-mulher do cantor José Cid, Emília Pedroso. O MIRANTE tentou chegar à fala com a proprietária mas sem sucesso. José Cid também é dono de uma casa situada numa das colinas da vila, que também esteve à venda em vários sítios na internet mas que entretanto também foi retirada do éter.

Apartamentos a partir de 41 mil euros

Na União de Freguesias de Chamusca e Pinheiro Grande estão à venda mais de uma centena de casas classificadas como moradias, apartamentos ou prédios. Os preços são para todos os gostos assim como o estado de conservação.
Existem muitas casas de aldeia com preços a partir dos 20 mil euros e até 40 mil. No Vale da Raposa, perto das piscinas municipais, estão à venda apartamentos com preços desde os 41 mil euros com quatro quartos/duplex. Curiosamente, a oferta é toda dirigida a compradores. Não há casas para arrendar na Chamusca, o que se explica também por a terra ser pouco procurada e oferecer poucas oportunidades de trabalho.

Casas históricas à venda na Chamusca mas sem compradores

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