
Ministro visitou a Fuso Tramagal que dá emprego a mais de 400 pessoas
A empresa fabricou mais de 11 mil veículos em 2019 e é uma das duas unidades do grupo em todo o mundo que produz o camião elétrico eCanter desde 2017
O centro de produção da Mitsubishi na Europa, localizado no Tramagal, recebeu a visita do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e do secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Correia Neves, na sexta-feira, 21 de Fevereiro.
Com o fabrico contínuo do modelo Canter desde 1980, a unidade do Tramagal especializou-se em camiões ligeiros (3.5 às 9 toneladas). Para além de abastecer o mercado Europeu exporta ainda para os Estados Unidos, Israel, Turquia e Marrocos.
A unidade emprega cerca de 400 trabalhadores directos. Em 2019 fabricou 11.036 veículos (10.073 em 2018) facturando cerca de 222 milhões de euros. É o maior exportador do distrito de Santarém.
A Fuso no Tramagal é uma das duas unidades do grupo em todo o mundo que produz o camião elétrico eCanter, sendo a outra localizada em Kawazaki, no Japão. Produzido desde 2017, tem-se destacado no mercado citadino e nas tarefas de logística, respondendo às cada vez maiores limitações de acesso aos grandes centros urbanos.
O eCanter é o primeiro camião totalmente elétrico a ser montado em série e atualmente encontra-se em utilização em diversas cidades. Lisboa, Nova Iorque, Amesterdão, Londres, Berlim e Tóquio têm testemunhado o sucesso deste veículo amigo do ambiente e sem emissões de CO2.
A FUSO faz parte da Daimler Truck, uma das maiores construtoras de veículos pesados, com uma faturação global de 40 mil milhões de euros em 2019.
No final da visita o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira elogiou a fábrica e falou sobre os acessos à mesma.
“Todas as unidades em Portugal produziram mais do que em anos anteriores, incluindo aqui a MFTE no Tramagal”, uma fábrica que, notou Siza Vieira, tem “uma história longa, com uma capacidade ao longo do tempo de se adaptar não apenas a mudanças no mercado mas também a mudanças de accionistas e de continuar a ter um papel relevante na indústria no país e nesta região”.
Questionado sobre a necessidade há muito reivindicada de melhores acessibilidades à fábrica, o ministro confirmou que na reunião que teve com o director executivo da unidade fabril, Jorge Rosa, lhe foram explicados alguns dos constrangimentos que impedem um melhor desempenho.
“Avaliámos constrangimentos e oportunidades grandes que se oferecem a uma unidade que faz parte do maior grupo mundial de camiões e autocarros e que tem uma capacidade de responder de forma muito flexível às necessidades do mercado, e estivemos a ver qual a melhor forma de aproveitar essas oportunidades”, declarou.

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