
CDU e PS de Azambuja acusam PSD de aproveitamento político com caso do aterro
Presidente do município, Luís de Sousa (PS), e vereador da CDU acusam os social-democratas de estarem a fazer chicana política em volta do polémico assunto. Rui Corça (PSD) rejeita as acusações.
O PS e a CDU de Azambuja acusaram o PSD local de se estar a aproveitar politicamente da polémica em torno do aterro instalado naquele concelho, por andar a fazer perguntas sobre o tema em sucessivas reuniões de câmara. O vereador Rui Corça (PSD), que é quem tem questionado mais vezes o líder do município sobre o assunto, rejeita tratar-se de aproveitamento político e diz que quem traz os partidos para cima da mesa é Luís de Sousa.
As críticas mais contundentes partiram do PS, com o presidente do município, Luís de Sousa, a dizer na última reunião de câmara que os social-democratas estão a criar uma “bandeira de batalha”, lembrando que “ainda falta um ano e seis meses para as eleições”. Considerou por isso que “é cedo demais começar a fazer campanha por causa de um aterro”.
A CDU, pela voz do vereador David Mendes, usou o mesmo argumento da politização do caso do aterro. O comunista disse que Rui Corça “gosta muito de surfar este problema” e que foi o PSD a colocar-se “nessa situação criticável”. “Se há algo que não ajuda a sua resolução é a politização deste problema e isso a CDU nunca irá fazer”, vincou na sua intervenção.
Luís de Sousa insistiu que o executivo socialista está a trabalhar afincadamente para conseguir fechar o aterro. “Não faço futurologia. Estamos a ver como a situação evolui e o que posso dizer é que não vamos parar. Estamos empenhados em deixar o passado para trás”, frisou.
Interessa não esquecer o passado
O vereador do PSD defendeu que “interessa não esquecer o passado e dele tirar as devidas ilações” para o futuro. “No passado este município tomou atitudes verdadeiramente irresponsáveis que permitiram a existência deste problema”, lembrou Rui Corça, numa alusão à declaração de interesse municipal votada favoravelmente pela maioria PS, em 2008, e autorização de operações urbanísticas à empresa Triaza, que gere o aterro de resíduos industriais não perigosos.
Na sua tentativa de conseguir mais respostas às questões levantadas, designadamente sobre até onde o município está disposto a ir para fechar o aterro, tendo em conta que o caso está minado de decisões que envolvem autarcas e ex-autarcas socialistas de Azambuja, Rui Corça pediu garantias e a possibilidade de acompanhar o assunto “mais de perto”.
O vereador do PSD reafirmou no final da intervenção que se Luís de Sousa quer a “solidariedade das outras forças políticas” para conseguir fechar o aterro não pode ignorar que existem naquele concelho representações de partidos diferentes, com ideias diferentes, mas com “um objectivo comum”.

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