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Tomar com menos população e cada vez mais envelhecida

Dados estatísticos divulgados pela PORDATA traçam o retrato de um concelho envelhecido e em recessão demográfica preocupante, à semelhança do que acontece com a maioria dos municípios do interior do país.

A população do concelho de Tomar diminuiu de 40.911 habitantes em 2010 para 37.127 habitantes em 2018, segundo dados estatísticos divulgados pela PORDATA, um projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Esses números traduzem uma perda de quase 10 por cento (%) de população em apenas oito anos.
Para além da quebra demográfica, os dados demonstram também que o concelho de Tomar está a envelhecer. A percentagem de jovens com menos de 15 anos desceu de 13,2% em 2010 para 10,7% em 2018, bem abaixo da média nacional, que era de 13,8%. Um reflexo também da acentuada quebra de nascimentos verificada nesse período, em que se passou de 307 partos em 2018 para apenas 236 em 2018.
Em contraponto, a percentagem de população com 65 anos ou mais subiu de 24,7% para 27,2% entre 2010 e 2018, bem acima da média nacional que se cifrava nos 21,7% em 2018. Isso reflecte-se no índice de envelhecimento: em 2018 havia 255 idosos por cada 100 jovens, quando em 2010 havia 187 idosos por cada 100 jovens. Os óbitos subiram de 495 em 2010 para 602 em 2018, mas, em termos positivos, a taxa de mortalidade infantil (óbitos de crianças com menos de um ano de idade por cada 1000 nascimentos) ficou a zero em ambos os anos de referência.

Menos alunos e menos escolas
A diminuição de população jovem e a reestruturação do parque escolar, com a criação de centros escolares e o consequente encerramento de escolas primárias e jardins de infância, explica a redução do número de estabelecimentos de ensino. No pré-escolar passou-se de 34 para 24 jardins de infância entre 2010 e 2018; no 1º clclo do ensino básico, de 34 escolas passou-se para 21 nesses oito anos.
A quebra no número de alunos é transversal aos vários graus de ensino, sendo particularmente acentuada no ensino superior, em que se desceu de 2.674 alunos em 2010 para 1.691 alunos em 2018, uma perda superior a um terço do universo total em apenas oito anos. No ensino não superior, o número de alunos também caiu drasticamente, de 7.710 para 5.766, ou seja, uma perda de quase dois mil alunos.
A crise económica que afectou o sector imobiliário também está bem expressa nos dados estatísticos compilados pela PORDATA: o número de edifícios novos concluídos para habitação familiar no concelho de Tomar baixou de 64 em 2010 para apenas 14 em 2018. E as agências bancárias passaram de 18 para 10 nesse período.
Por outro lado, a retoma económica e a emigração também se faz sentir nos números, com o número de desempregados inscritos nos centros de emprego a cair para metade entre 2010 e 2018, de 1.830 para 962. Os beneficiários do Rendimento Social de Inserção também reduziram substancialmente, de 1.351 para 735.
A aposta no desenvolvimento turístico de Tomar traduziu-se no número de alojamentos, que passou de 10 para 19. Outro dado revelador de tendências: os resíduos urbanos recolhidos selectivamente por habitante, em média, passou de 32,2kg em 2010 para 82,8kg em 2018, ou seja, há mais gente a separar lixo para reciclagem. Nesse período, nota ainda para a diminuição da criminalidade registada pelas autoridades, que passou de uma média de 35 crimes por mil habitantes em 2010 para 31,8 em 2018.

PORDATA vai traçar retrato dos 308 municípios

No âmbito da celebração do seu 10º aniversário a PORDATA vai ao longo de 2020 divulgar uma série de retratos estatísticos sobre cada um dos 308 municípios portugueses, fazendo-o para assinalar os respectivos feriados municipais. O feriado municipal de Tomar celebra-se a 1 de Março.

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