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Tomar tem como principal património a capacidade criativa dos seus cidadãos

Tomar tem como principal património a capacidade criativa dos seus cidadãos

Um concelho com ADN Templário e massa crítica em abundância

Edição de 13.09.2017 | Suplemento Viver no Ribatejo

Um bom nível cultural e uma elevada capacidade de iniciativa da população são dois elementos fundamentais para perceber o concelho de Tomar. Ali resiste-se ao centralismo e há massa crítica em abundância. Ao contrário do que se passa em muitos outros municípios, em Tomar o poder local tem que ter extrema atenção ao que pensam e fazem os munícipes em vez de ter a tentação de impor seja o que for.
Com uma enorme herança histórica que soube preservar ao longo dos séculos e um ADN Templário, Tomar segue o seu caminho com orgulho e altivez, conseguindo conjugar essa postura com uma abertura cosmopolita. A actividade das múltiplas associações culturais tem importância fundamental na formação dos jovens, complementando de forma eficaz o trabalho das escolas.
Sem grandes meios financeiros o município tem procurado interpretar da melhor forma o papel que lhe foi destinado, apoiando da melhor maneira as iniciativas da sociedade, melhorando as infra-estruturas e criando condições para que os munícipes tenham uma boa qualidade de vida e resposta para alguns problemas do dia-a-dia.
A criação de um espaço do cidadão em Asseiceira, por exemplo, pode não significar nada quando se fazem balanços de actividades municipais mas tem uma importância grande para a população local que ali pode renovar o Cartão de Cidadão e da carta de condução, marcar consultas médicas ou tratar de assuntos relacionados com a ADSE e com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), por exemplo.
O arranjo de estradas e a substituição dos esgotos, a manutenção dos transportes municipais, a recuperação da habitação social, a melhoria dos serviços de atendimento valem por vezes mais que uma qualquer modernice cibernética.
E decerto que a auto-estima dos cidadãos também melhora quando assiste à iniciativa de fazer obras de reabilitação e reforço estrutural do Aqueduto dos Pegões.
A promoção do que de melhor existe e é feito no concelho é outra área de grande importância. Com a gestão do Convento de Cristo a cargo do Estado, a câmara municipal conseguiu potenciar a importância da Sinagoga, atraíndo turistas estrangeiros e nacionais que habitualmente não vinham à cidade.
A pequena aldeia de Cem Soldos criou do nada, graças à iniciativa de jovens criativos e com iniciativa, um festival de música portuguesa que já faz parte do calendário nacional de festivais de Verão.
A festa dos Tabuleiros, que se realiza de quatro em quatro anos envolvendo a grande maioria da população, é um exemplo ainda maior de trabalho comunitário. Todos os apoios canalizados para estes eventos são de realçar.
Ao longo do ano desenrola-se um grande conjunto de iniciativas que também atraem visitantes. Encontro dos Reiseiros (Janeiro); Mostra da Lampreia (Fevereiro/Março); Carnaval Popular da Linhaceira; Congresso da Sopa (Maio); Festa Templária (Maio); Tomarimbando – Festival Internacional de Percussão (Julho); Festival de Estátuas Vivas (Setembro); Todos com o Feijão… o Feijão com Todos (Outubro); Feira de Santa Iria - Feira das Passas (Outubro).
Tomar tem boas vias de comunicação rodoviárias e tem transporte ferroviário. Tem oferta de qualidade tanto a nível de restauração como de hotelaria. Para além de atrair turistas e facilitar a mobilidade da população, isso é essencial para atrair investimento. O município tem trabalhado com a Associação Empresarial NERSANT e já há investidores interessados em instalar-se no concelho. A tradição industrial de Tomar e a existência de um Instituto Politécnico da cidade podem ser determinantes.
O tecido empresarial de Tomar encontra-se especializado nas indústrias da madeira e derivados (fabrico de mobiliário e papel, serração e carpintaria), agro-alimentar (frutas, azeite e vinho) e materiais de construção mas há possibilidade de surgirem empresas de outras áreas.

À beira da albufeira de Castelo de Bode

Tomar abrange uma área territorial de 351,2 quilómetros quadrados, na sub-região do Médio Tejo, em plena zona de convergência das regiões naturais do Alto Nabão, Bairro e Albufeira do Castelo de Bode. O concelho é atravessado pelo rio Nabão, tem onze freguesias e 40.674 habitantes.
Concelho ligado à história dos Templários, o seu monumento mais conhecido e visitado é o Convento de Cristo mas existem muitos outros monumentos no concelho que integram as listas do património nacional. Possui uma sinagoga que atrai milhares de turistas.
Tem inúmeras associações e colectividades ligadas ao ensino artístico e no concelho; na aldeia de Cem Soldos decorre anualmente um Festival de música portuguesa denominado Bons Sons. A Festa dos Tabuleiros que se realiza de quatro em quatro anos também atrai visitantes de todo o país.

Tomar tem como principal património a capacidade criativa dos seus cidadãos

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