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El Gallego que explora espaços municipais de Santarém e Almeirim está insolvente

Empresa está a ser gerida por administrador judicial e credores decidem o seu futuro em Março

Edição de 01.03.2018 | Sociedade

A empresa El Gallego, que explorava vários estabelecimentos concessionados pelos municípios de Santarém e Almeirim, que entretanto passaram para outra empresa do mesmo dono, está insolvente. A El Gallego Scalabitano – Hotelaria, Indústria e Comércio de Carnes, com sede na Póvoa de Santarém, explorava também o restaurante do Complexo Aquático de Santarém, equipamento gerido pela empresa municipal Viver Santarém, que é credora neste processo relativamente a rendas em atraso.
O processo de insolvência foi requerido por um fornecedor da empresa de Carlos Henriques no dia 2 de Dezembro de 2017. O Juízo de Comércio do Tribunal de Santarém proferiu a sentença de declaração de insolvência no dia 10 de Janeiro, tendo nomeado como administrador de insolvência Ademar Leite, de Lisboa, que a partir desse momento é responsável pelo recebimento de pagamentos dos devedores ao insolvente, ficando Carlos Henriques impedido de receber qualquer valor.
Os credores da empresa ficam também obrigados a comunicar ao administrador de insolvência a existência de quaisquer garantias reais de que beneficiem. Foi estipulado um prazo de 30 dias para a reclamação de créditos, que entretanto já terminou, seguindo-se agora a assembleia de credores, que a juiz do processo marcou para 6 de Março, às 11h00, na qual vai ser apreciado o relatório sobre a situação da empresa. Cabe aos credores decidirem se querem tentar um plano de recuperação ou se preferem liquidar a El Gallego.
A empresa explorava também o bar municipal da Zona Norte de Almeirim, além do restaurante do complexo aquático de Santarém, o bar do Jardim da República e o restaurante das Portas do Sol, TéJá. Este restaurante foi um dos que participou no programa televisivo “Pesadelo na Cozinha”, e que foi bastante criticado não só pelo serviço como também pela falta de condições da cozinha.
O MIRANTE sabe que há cerca de ano e meio o empresário solicitou a passagem das concessões atribuídas pela empresa municipal Viver Santarém e pela Câmara de Almeirim para outra sociedade. À Viver Santarém a transição foi feita mesmo com rendas em atraso que, segundo apurámos, se situam na casa dos 13 mil euros, tendo já a entidade reclamado os créditos da dívida no processo de insolvência.

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