Cultura | 02-04-2021 07:00

Amadores do Sardoal com o pensamento em quem vive apenas do teatro

Amadores do Sardoal com o pensamento em quem vive apenas do teatro
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foto DR

No concelho do Sardoal, por esta altura, os mais de 60 actores do GETAS- Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal, estariam numa azáfama a ultimar os preparativos para a representação da “Paixão de Cristo”.

No concelho do Sardoal, por esta altura, os mais de 60 actores do GETAS- Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal, estariam numa azáfama a ultimar os preparativos para a representação da “Paixão de Cristo”, que todos os anos se realiza durante a Semana Santa, mas, as tal como no ano anterior, a pandemia impede-os de o fazerem. E também há mais duas peças de teatro à espera que o fantasma de possíveis contágios desapareça.

Ao telefone, a propósito do Dia Mundial de Teatro, a presidente do grupo, Cristina Curado, lamenta esta pausa forçada que já vai longa e não se sabe quando terminará. “Queremos estrear peças, temos saudades do palco, do convívio. E até temos saudades de decorar textos, que é a parte mais aborrecida”, confessa.

Fala-nos de um convite para um espectáculo do INATEL, que foi rejeitado, porque o teatro é feito por carolice e ninguém quer arriscar a sua saúde e refere que para além da fome de teatro não enfrentam grandes problemas.

Todos os actores são amadores e por isso não vivem as dificuldades dos profissionais que vivem apenas do teatro. E as instalações que ocupam são cedidas pela Câmara do Sardoal e por isso não têm encargos a esse nível como acontece com muitos outros grupos em todo o país.

Enquanto membro dos órgãos nacionais da Federação Portuguesa de Teatro, Cristina Curado sabe que há muitos grupos de teatro que não vão conseguir voltar a abrir e isso assusta-a. “É o que se perde a nível da cultura e a nível de rendimentos de pessoas e famílias que dependem do teatro”.

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