Sociedade | 06-12-2022 15:25

Nersant é governada à distância por Domingos Chambel que não ouve as críticas

Nersant é governada à distância por Domingos Chambel que não ouve as críticas

Empresários da região temem pelo futuro da Nersant que já foi uma das melhores associações empresariais do país. Domingos Chambel afundou a associação numa crise que vai dos recursos humanos à falta de iniciativa e capacidade de liderança.

Domingos Chambel já leva dois anos e meio de mandato na Nersant e ainda não fez nada que não fosse prometer que vai fazer despedimentos e vender algumas das posições que a Nersant tem em empresas da qual é participada. Na última assembleia geral, realizada em junho deste ano, Domingos Chambel deixou isso bem claro, embora tenha admitido que não se muda de gestão e de paradigma de um dia para o outro, e que precisa de tempo para concretizar as mudanças ( notícia de O MIRANTE de 3 de junho de 2022)

“A verdade é que Domingos Chambel tem feito um mandato governando à distância, e projectos é coisa que não existem por culpa da crise, mas também do desinteresse e do desconhecimento do seu papel como líder”, disse a O MIRANTE um dos empresários que está com ele no conselho geral da associação, mas que reconhece que o actual presidente não tem perfil para líder associativo. “As guerras que ele está a comprar não influenciam a minha opinião; só quero saber de trabalho associativo e dos projectos para tirar a Nersant do buraco, e isso ele não está a fazer nem a dar indicações que tem perfil para liderar uma associação de empresários”, afirma, e pede provas do trabalho realizado nos últimos dois anos e meio pela direcção, comandada pelo empresário de Abrantes, dizendo no entanto estar convencido que está “a falar para o boneco porque Chambel não sabe ouvir, só sabe falar”.

A falta de comparência na associação de Domingos Chambel, e a sua ameaça de que a Nersant tem trabalhadores a mais, tem criado um ambiente de tensão entre funcionários, já que nesta altura do campeonato, em que a crise salta à vista, todos se sentem dispensáveis. Recorde-se que a Nersant tem 29 funcionários, distribuídos por vários sectores, e que uma parte significativa só tem trabalho se a associação estiver a funcionar em pleno, o que não é o caso desde que Domingos Chambel tomou posse. “Há pelo menos dois anos e meio que Chambel tem razão ao querer avançar para despedimentos. O problema é quando a Nersant voltar a ter uma actividade normal, como se espera; depois terá que voltar a contratar e nessa altura terá que dar formação quando de verdade o actual quadro de pessoal é o indicado, é o mais bem preparado”, diz outra fonte que O MIRANTE ouviu e que também já fez parte dos órgãos sociais.

"Quem quiser avaliar o trabalho de Domingos Chambel procure informação sobre o seu relacionamento com o director executivo da Nersant, António Campos, assim como com a forma como ele o afrontou logo que tomou posse", acrescenta.

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