Instalado na Póvoa de Santarém, onde escolheu viver depois de uma carreira internacional de topo na indústria automóvel, Carlos Tavares fala de Portugal com a frontalidade de quem olha o país de fora há muitos anos, mas também com a atenção concreta de quem hoje participa no quotidiano de uma comunidade local. Na segunda parte da entrevista a O MIRANTE, o gestor defende a importância simbólica e estratégica de activos como a TAP, critica a captura burocrática da decisão política, alerta para o drama silencioso do envelhecimento. Faz ainda questão de começar pelo que está mais perto: a ligação à Póvoa de Santarém, ao Centro Social e à responsabilidade de não viver numa terra apenas como vizinho ausente, mas como parte dela.