
José Francisco Martins diz que O MIRANTE é o jornal regional mais procurado
O MIRANTE vende-se aqui! Casa da Fortuna - Rua Batalhoz nº 17 - Cartaxo
Chama-se Casa da Fortuna e é a procura da fortuna que mais clientes leva à Papelaria do Cartaxo localizada na zona central da cidade. “Os jogos da Santa Casa da Misericórdia são o que mais atrai clientes. Num dia vêm comprar, noutro vêm ver se ganharam e quanto e noutro vêm receber. Há sempre um vai e vem de pessoas”, diz José Francisco Martins, proprietário do estabelecimento em conjunto com a esposa, Maria Catarina Martins.
Para além dos jogos quem vai à Casa da Fortuna compra jornais, revistas, tabaco, agendas e material escolar ou quer fazer fotocópias. “É uma clientela que vai chegando para sobreviver”, acrescenta.
Já se venderam mais jornais e revistas. A diminuição da compra de jornais e revistas que se sente por todo o país não deixou o Cartaxo de fora. Muitos jornais ali comprados são para disponibilizar aos clientes nos cafés e outros estabelecimentos. E também há quem vá comprar outras coisas e que aproveite para folhear os jornais e revistas embora não os compre.
Quanto a jornais regionais O MIRANTE é o mais comprado, refere o gerente da Papelaria. “Por vezes esgota”, sublinha. O que mais impressiona José Francisco Martins é o facto de as notícias sobre desgraças serem as que mais atraem leitores, a par das de desporto. “É impressionante”, desabafa.
O gerente da Casa da Fortuna é de Alcoutim mas é como se fosse já do Cartaxo uma vez que se mudou para lá há 56 anos. Trabalha com a esposa Maria Catarina Martins e gosta do que faz. “Comecei por trabalhar em cafés, bares e restaurantes. Fi-lo durante trinta anos. Quando surgiu a oportunidade de termos a papelaria éramos donos de um café. Com a mudança de ramo passámos a ter um horário diferente e com mais tempo para nós. Agora podemos passear e vamos almoçar a casa. No café era impossível”, explica.
O relacionamento com os clientes da papelaria é diferente do que era com os clientes do café. “Aqui o cliente entra, diz bom dia ou boa tarde pergunta por isto ou por aquilo, toma lá, dá cá e sai. No café as pessoas demoravam mais. Falava-se no tempo que fazia, no que ia fazer, comentava-se a qualidade dos produtos, mais doce, mais salgado...” diz a sorrir.

Mais Notícias
Destaques

“Aqueles segundos em que vamos agarrados ao toiro parecem uma eternidade”

“Os clubes aprenderam a viver com menos custos e mais adequados à realidade”

“Para mim quem pode trabalhar e não trabalha é um criminoso”

A marchadora que não gosta de andar a pé

“A minha política é de proximidade, seriedade e sustentabilidade”

Uma mulher simples com uma coragem invulgar

“Sempre tive vontade de contribuir para o bem de outros”

“Não sou pessoa de me queixar e quando é para trabalhar não ando com rodeios”

“Fazer teatro é um sonho que acontece todos os dias”

“As pessoas envolvem-se muito nas actividades mas pouco nas questões directivas”

“A vida sem música seria árida como um deserto”

“A região ainda não interiorizou que tem o único Nobel português da literatura”
