PS de Ourém escolhe Paulo Fonseca para recandidatura à câmara
Partido desvaloriza processo de perda de mandato que o autarca enfrenta na justiça.
A comissão política concelhia do PS de Ourém anunciou a escolha de Paulo Fonseca para uma recandidatura à câmara que preside há dois mandatos, apesar do processo de perda de mandato que o autarca enfrenta na justiça. O Ministério Público pediu o afastamento da presidência de Paulo Fonseca, 53 anos, há sete à frente da Câmara de Ourém, na sequência de um processo de insolvência pessoal que se arrasta há vários anos.
O PS de Ourém, contudo, sublinha em comunicado que “o processo que o cidadão Paulo Fonseca enfrenta, decorrente da sua actividade profissional, remonta ao ano de 2008 e a um conjunto de circunstâncias relacionadas com uma empresa da qual foi sócio, face à crise económica e do sector do imobiliário que atingiram milhares de empresas em Portugal”.
“Quando Paulo Fonseca liderou a candidatura à Câmara de Ourém, em 2009, estes problemas pessoais já existiam”, refere a estrutura local do partido, que considera ser o autarca “o líder que o concelho de Ourém precisa, pelo rigor e abnegação que tem desenvolvido na gestão pública municipal”.
Nos últimos sete anos, argumenta o PS de Ourém, o executivo liderado por Paulo Fonseca “reduziu a dívida municipal de cerca de 60 milhões em 2009 para cerca de 10 milhões em 2017” e juntou “cinco milhões de euros destinados à componente nacional de candidaturas a fundos comunitários”, além de o município, actualmente, pagar “a fornecedores a 30 dias”.
Entre os feitos anunciados de Paulo Fonseca, os socialistas destacam a construção de sete centros escolares e a baixa taxa de desemprego, “a sétima mais baixa a nível nacional”. “Confiamos na resolução do seu processo pessoal, no local próprio, e enaltecemos a disponibilidade contínua que tem manifestado aos cidadãos e instituições do concelho, apesar de todos os ataques que lhe têm dirigido e que aqui repudiamos”, escreve o PS de Ourém no comunicado divulgado.
No mesmo documento é anunciado o convite formal “ao militante Paulo Fonseca”, seguindo “as orientações da estrutura nacional do PS, que reitera a sua aposta em todos os autarcas que não tenham qualquer problema judicial derivado da gestão pública”.
Nas eleições de 2013, o PS conquistou três mandatos, o PSD igualmente três e uma candidatura independente um vereador.
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