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PS impede debate de voto de pesar por Mário Soares em Torres Novas

Maioria socialista na assembleia municipal rejeitou a admissão à discussão de três moções que o BE e a CDU queriam incluir na ordem de trabalhos da última sessão, por terem sido entregues fora de prazo.

Edição de 02.03.2017 | Política

Os ânimos estiveram inflamados na sessão da Assembleia Municipal de Torres Novas realizada a 23 de Fevereiro. Em causa o facto de o Bloco de Esquerda e a CDU terem proposto a integração na ordem de trabalhos de um voto de pesar pelo falecimento de Mário Soares e uma moção assinalando o 30º aniversário da morte de Zeca Afonso (ambos do BE), bem como uma moção, da CDU, sobre a descentralização para as autarquias de competências da administração central. A maioria socialista impediu a integração dessas propostas na agenda para discussão e votação, por terem sido entregues fora do prazo, o que inflamou a assembleia, nomeadamente no que toca ao voto de pesar pelo falecimento de Mário Soares.
O presidente da assembleia municipal justificou a posição socialista com a lei, afirmando que as moções “chegaram para discussão fora do prazo”. José Trincão Marques relembrou que as moções teriam de chegar até cinco dias antes da realização da sessão ordinária para serem integradas na Ordem do Dia. Caso contrário sujeitam-se à votação para admissão, o que no caso resultou em rejeição, deixando os deputados municipais da oposição indignados. O deputado João Lopes (BE) sublinhou que “o regimento permite serem colocadas moções à discussão no período da Ordem de Trabalhos” e que “dentro do espírito de tolerância era o que se esperava” do Partido Socialista. Relativamente ao voto de pesar sobre o falecimento de Mário Soares, João Lopes disse ainda ter chegado fora de prazo porque o Bloco “aguardou até ao último instante uma proposta” do PS.

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