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Camião antecipa-se e derruba parte de prédio em ruínas

Camião antecipa-se e derruba parte de prédio em ruínas

Edifício em risco está à beira da estrada mais movimentada da Ribeira de Santarém, que é um dos principais acessos a Santarém. Processo para demolição do imóvel tem-se arrastado nos últimos anos devido a entraves colocados pela Direcção Geral do Património Cultural.

Edição de 13.10.2016 | Sociedade

Um camião derrubou parte da fachada de um prédio antigo que se encontra há vários anos em perigo de derrocada na Ribeira de Santarém. O acidente ocorreu na noite de terça-feira, 4 de Outubro, quando o camião circulava naquela via que é muito estreita para veículos de grandes dimensões circularem e derrubou parte de uma janela do primeiro andar do prédio. Não se registaram danos pessoais.
O camião teve que ser removido do local, tendo o trânsito ficado bastante congestionado e circulado alternadamente durante algum tempo. Esta é actualmente a única alternativa para chegar à cidade de Santarém para quem vem da Ponte D. Luís, desde que houve um deslizamento de terras que obrigou ao corte da Estrada Nacional 114, em Agosto de 2014. O prédio em ruínas em causa é uma preocupação para quem ali mora e para quem ali tem que passar todos os dias uma vez que é notória a falta de segurança do edifício que ameaça ruir.
Em Setembro do ano passado (ver edição O MIRANTE 16 Setembro 2015) já a Câmara de Santarém estava a trabalhar no processo administrativo que visa a demolição do prédio em causa, que se situa na estrada mais movimentada da Ribeira de Santarém. No entanto, o município não aplicou as acções preventivas no edifício recomendadas há dois anos pela Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) visando a protecção de pessoas e bens.
Recorde-se que o chefe de Divisão de Salvaguarda do Património Arquitectónico e Arqueológico da DGPC emitiu um despacho há cerca de três anos, dirigido à Câmara de Santarém, onde desaprovou a demolição das fachadas do prédio, por considerar que “o edifício faz parte do Conjunto da Ribeira de Santarém, em vias de classificação, e de conferir à estrutura urbana em presença uma homogeneidade assinalável”.
Mas, simultaneamente, a DGPC recomendou que a autarquia, “na protecção de pessoas e bens”, devia “proceder aos necessários trabalhos de escoramento e de travamento de fachadas” até que, tecnicamente, fosse considerada irreversível a necessidade de demolição. Trabalhos que não foram executados. E na passada semana deu-se mais uma derrocada parcial, esta causada por um camião. “Basta imaginar o que poderia ali ter acontecido se fosse alguém a passar”, disse na reunião de câmara de segunda-feira o vereador Celso Braz (PS), que já anteriormente havia alertado para a necessidade de se tomarem medidas preventivas.
Contactado por O MIRANTE, o vereador Luís Farinha explicou que após o incidente ocorrido a 4 de Outubro, e face ao agravamento das condições de estabilidade do imóvel, a Câmara de Santarém procedeu à demolição de todos os elementos que evidenciavam instabilidade correspondendo à demolição parcial das fachadas, no primeiro andar do edifício. No entanto, a demolição integral do edifício, segundo explicou Luís Farinha, pressupõe a prévia autorização da DGPC. “Não está ao alcance do município determinar uma data para a demolição integral do prédio. Recordo, no entanto, que a Câmara de Santarém, já teve a empreitada para demolição do prédio contratualizada”, referiu.

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