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Detidos falsos inspectores da PJ que praticava roubos em Santarém

Detidos falsos inspectores da PJ que praticava roubos em Santarém

Grupo era composto por seis homens e duas mulheres e alguns tinham antecedentes criminais

Edição de 13.10.2016 | Sociedade

Seis homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 30 e 45 anos, que se faziam passar por inspectores da Polícia Judiciária (PJ) para cometer roubos, foram detidos pela GNR numa megaoperação que decorreu em Santarém e em Lisboa.
Os suspeitos chegaram a roubar oito mil euros em dinheiro e mais de 40 mil euros em ouro, numa só acção. A GNR informa que os detidos faziam-se passar por alegados inspectores da PJ simulando o cumprimento de mandados de busca domiciliária emanadas por autoridade judiciária para roubar as vítimas.
Militares da Unidade de Intervenção da GNR apreenderam aos suspeitos, alguns já com cadastro, falsos cartões de identificação da PJ, mandados de busca falsificados, algemas e rádios portáteis idênticos aos que são usados pelas forças de segurança. Os detidos encontram-se indiciados por crime de roubo qualificado nas zonas de Lisboa e Santarém.
“Alguns dos suspeitos têm antecedentes criminais por usurpação de funções e roubos, sendo que para realização dos roubos os suspeitos recolhiam, na fase inicial, informação sobre as vítimas designadamente da quantidade e valor dos seus bens”, segundo a GNR. “Posteriormente, faziam-se passar por inspectores da PJ para entrarem nas residências das vítimas, tendo em sua posse armas de fogo, distintivos policiais, cartões de identificação e mandados de busca falsos”, explicou fonte oficial da GNR.
“Já no interior das casas, ameaçavam e isolavam os residentes num compartimento da habitação ao mesmo tempo que roubavam ouro, dinheiro e equipamentos tecnológicos”, acrescentaram os responsáveis da GNR, revelando que foram realizadas cinco buscas domiciliárias na madrugada de 4 de Outubro nas zonas de Santarém e Lisboa.
Esta megaoperação foi conduzida pela Secção de Investigação Criminal (SIC) do Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE) da Unidade de Intervenção (UI), tendo envolvido ao todo 110 militares, sob a coordenação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. A acção policial teve também a colaboração do Grupo de Intervenção de Ordem Pública, do Grupo de Intervenção Cinotécnico e dos Comandos Territoriais de Lisboa e de Santarém.

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