
Câmara de Santarém sensibiliza munícipes para importância da arqueologia
Carta Arqueológica do concelho foi apresentada sábado no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
O mosteiro de Santa Maria de Almoster, monumento nacional, foi escolhido para a primeira apresentação da Carta Arqueológica do concelho de Santarém nas freguesias, visando a sensibilização das populações para a importância da arqueologia e da salvaguarda do seu património.
Numa sessão realizada na noite de quinta-feira, 27 de Setembro, uma vintena de habitantes da freguesia de Almoster escutou o arqueólogo do município, António Matias, a explicar o contexto em que surgiu o documento – em papel e em versão digital -, como elemento de suporte do Plano Director Municipal (PDM), que se encontra em fase final de revisão.
A “Carta de Sensibilidade e Restrições Arqueológicas do Concelho de Santarém”, que identifica 461 sítios arqueológicos, foi apresentada formalmente sábado no jardim Portas do Sol, no centro histórico da cidade, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, este ano dedicadas ao tema “Partilhar Memórias”, destinando-se as sessões iniciadas em Almoster, e que irão correr todas as freguesias, a mostrar que “a arqueologia não é um ‘bicho papão’” e a “educar e sensibilizar para cidadãos ativos na identificação e salvaguarda” do património local, disse António Matias.
No caso de Almoster, o arqueólogo frisou que a riqueza patrimonial vai muito para além do mosteiro originário do século XIII e que pertenceu à Ordem de Cister, tendo sido identificados mais sete sítios, com achados que remontam ao Paleolítico Superior, mas também com vestígios da Batalha de Almoster, travada em 18 de Fevereiro de 1834 entre liberais e absolutistas e que levou à queda da resistência miguelista.
Numa sessão que contou com a presença da vice-presidente da Câmara de Santarém, Inês Barroso, responsável pelo pelouro da Cultura, do presidente da Junta de Freguesia de Almoster, João Neves, e da coordenadora do Serviço Municipal de Biblioteca e Património Cultural, Luísa Cotrim, António Matias deixou o desafio para que seja ali criado um centro de interpretação, aproveitando a riqueza patrimonial e histórica como factores para dinamizar a economia local.
Não escondendo a vontade de mapear a freguesia “de uma ponta à outra”, o arqueólogo afirmou que o trabalho de identificação realizado – que permitiu ampliar dos 34 sítios registados na cidade em 2002 para os 461 em todo o concelho – não parou, acreditando que a informação recolhida junto da população ajudará a encontrar novos locais.
A Carta Arqueológica de Santarém é apresentada como “inovadora”, não só pela metodologia, que reúne os vários achados, por exemplo numa rua, num único sítio arqueológico, como pela criação de “uma gigantesca base de dados digital”, que permitirá o acesso a investigadores em qualquer parte do mundo.

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