Greves dos enfermeiros são desumanas para os doentes mais fragilizados
Nos dias 21 e 22 os Sindicatos dos Enfermeiros convocaram uma greve. Pela minha parte podiam ter informado, mesmo antes da greve começar, que a adesão era de 100%, ou, se quisessem ser modestos, de 99%. Afinal é sempre essa a percentagem de adesão que eles costumam anunciar, mais coisa, menos coisa.
O que eles não informam, nem eles nem ninguém, é que quem não quer aderir, principalmente no trabalho por turnos, é ameaçado por chefes que também são sindicalistas, com a obrigatoriedade de, ao fim de um turno, ter que continuar a fazer o turno seguinte e até um terceiro, se por acaso todos os enfermeiros dos turnos seguintes estiverem a fazer greve. É ilegal porque os serviços mínimos têm que ser assegurados pelos sindicatos, mas por vezes resulta! Chama-se ditadura do proletariado.
Na prática convencem alguns enfermeiros menos informados a fazerem o que os sindicatos tanto criticam a algumas administrações que há sobrecarga de trabalho. E tentam que eles, em vez dos doentes habituais que já são acima do recomendado e que tantos protestos geram, a aceitarem o dobro. Exemplar!
Uma boa notícia para quem não gosta muito de trabalhar é que praticamente nenhum grevista deixa de receber porque o sindicato os inclui a todos na lista dos enfermeiros destacados para fazerem os serviços mínimos obrigatórios. E como são tantos só têm que estar no serviço duas horas em vez das horas habituais. A lista é entregue pelos sindicatos aos recursos humanos para fazerem o pagamento dos dias e nós pagamos.
Eles recebem por inteiro mas os serviços mínimos são mesmo mínimos. Os doentes mais fragilizados e sem mobilidade só têm direito a ser medicados. Higiene pessoal, por exemplo, não há. Estejam muito ou pouco sujos. Presumo que seja porque a Humanidade também está de greve.
Fernando de Carvalho
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