
ACISO considera imoral e um erro implementar taxa turística em Fátima
Câmara de Ourém aprovou em reunião camarária a criação de uma taxa turística na cidade de um euro por noite
A ACISO considera a intenção da Câmara de Ourém de implementar uma taxa turística na cidade de Fátima “perigosa, imoral e um erro estratégico”. A Associação Empresarial Ourém-Fátima reagiu em comunicado depois do presidente do município, Luís Albuquerque (PSD/CDS), ter avançado com esta intenção durante uma iniciativa realizada a 27 de Setembro, no âmbito do Dia Mundial do Turismo, o que levou alguns eleitos a questionarem o autarca durante a sessão da Assembleia Municipal de Ourém (AMO) que se realizou no dia seguinte.
Albuquerque explicou que o município pretende aplicar uma taxa de um euro por noite, num máximo de até três noites. Quem ficar mais dias na cidade só paga três euros. Desta taxa ficam isentas crianças até aos 12 anos e pessoas com deficiência acima de 60 por cento (%). Os hotéis recebem 2,5% deste imposto. A taxa não vai ser aplicada entre 1 de Novembro e 31 de Março uma vez que é considerada época baixa. O autarca referiu que o município prevê um retorno de cerca de 500 mil euros com a aplicação da taxa turística. “O dinheiro irá para uma conta própria, de forma a assegurar a transparência da sua utilização e vai ser usado nas melhorias das acessibilidades de Fátima e na promoção turística da cidade”, explicou o presidente do município. A proposta foi discutida na reunião de câmara realizada na segunda-feira, 1 de Outubro, tendo sido aprovada.
A ACISO mostrou-se surpreendida com o anúncio do município de criar uma taxa turística para a cidade de Fátima. “A criação desta taxa é inoportuna porque Fátima está a passar por um período de contracção enorme da sua operação turística, após o ano do centenário das Aparições, que não sendo extraordinário, não é repetível. A quebra natural na procura e o acréscimo de oferta veio penalizar ainda mais nos últimos meses os preços praticados pelas unidades hoteleiras, que já eram extraordinariamente baixos em relação à média do país e da região”, criticou.
A ACISO considera a taxa injusta porque, diz, os empresários já são altamente penalizados nos seus impostos. “Esta taxa também é perigosa porque muitos destes negócios de alojamento vivem no limiar da rendibilidade e uma perda de capacidade competitiva pode prejudicar a viabilidade de empresas e de postos de trabalho. Além disso, esta taxa é um erro estratégico porque penaliza um destino rodeado de milhares de camas não penalizadas, porque Fátima será o único destino em toda a região com uma taxa desta natureza. A taxa tornará o destino menos competitivo e Fátima perderá clientes”, sublinhou.
A associação empresarial acrescentou que a taxa vai ser suportada pelas empresas e não pelos hóspedes, o que vai prejudicar o turismo na cidade.

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